Garagem CARPLACE #4: câmbio manual muda temperamento do Fit - veja teste

Uma das atrações desta terceira geração do Fit foi trazer de volta o câmbio tipo CVT para as versões automáticas. Uma transmissão de relações variáveis, isenta de trancos, na medida para combinar com o perfil mais familiar do modelo. Como já vimos neste Garagem, o resultado foi ótimo em termos de conforto e consumo, mas deixou o Fit um tanto monótono para dirigir. Como seria, então, a versão manual?
Garagem CARPLACE #4: câmbio manual muda temperamento do Fit - veja teste
Antes de assumir o comando do Fit M/T, um recado: a versão CVT ainda vai aparecer aqui num comparativo contra seus principais rivais. Antes disso, no entanto, achamos por bem variar o assunto trocando (literalmente) de marcha. A versão manual enviada pela Honda é a LX, igualzinha à CVT que estávamos. A única diferença fica por conta da cor branca, em vez da vermelha de antes. Para dirigir, porém, quanta diferença!
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O conjunto parece de esportivo: a embreagem tem pouco curso e o câmbio traz aquela alavanca curtinha, com engates precisos e até um pouco durinhos, que lembra o antigo Civic Si. Some isso ao motor girador motor 1.5 16V i-VTEC e temos a receita para se divertir a bordo de um Fit.
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Sim, o Fit manual empolga. Além das trocas justinhas, o motor de 116 cv e 15,3 kgfm entra na brincadeira com um roquinho esportivo a partir de rotações médias, instigando a acelerar. E pode pisar fundo que o restante do conjunto aceita muito bem: a direção elétrica é rápida e a suspensão, firme (apesar de mais macia do que antes). Em nossas medições, a aptidão do Hondinha para acelerar ficou clara: acelerou de 0 a 100 km/h em bons 10,5 segundos (contra 11,2 s do CVT) e retomou de 80 a 120 km/h em 9,6 s - resultados muito bons para a categoria, bem próximo de rivais com motor 1.6 e mais potentes.
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Outra boa surpresa, esta até inesperada, veio do baixo consumo na cidade. Enquanto o CVT estava fazendo média de 8,2 km/l, o manual chegou cravando 8,6 km/l no circuito urbano, com etanol. Na redação, foram só elogios à dirigibilidade do Hondinha. Na estrada, no entanto, a galera reclamou que o Fit grita. É verdade: a relação de transmissão que garante agilidade na cidade se mostra curta demais para viagens. Daí que a 120 km/h o carro implora por uma sexta marcha com o motor a 3.800 rpm - mais que no novo Ka 1.0! -, chegando a incomodar em períodos mais longos. Ao mesmo tempo, o consumo aumenta: foram 11,4 km/l de média na estrada, contra 12,2 km/l da versão CVT, que viaja com giro bem mais baixo (2.200 rpm nos mesmos 120 km/h).
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Como reclamamos no Fit CVT, esta versão LX (tabelada a R$ 54.200) é um tanto pobre em termos de desenho interno e equipamentos. O quadro de instrumentos com grafismo laranja destoa da modernidade do carro, assim como o CD player de iluminação amarela. E o pior é que não há Fit de versão superior com câmbio manual, já que a Honda diz que a grande maioria das vendas do carro está concentrada na transmissão CVT. Texto e fotos: Daniel Messeder *Este post foi atualizado às 13h do dia 11 de agosto, segunda-feira
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HONDA FIT LX M/T Motor: quatro cilindros, dianteiro, transversal, 1.497 cm³, 16 válvulas, comando simples variável na admissão, flex; Potência: 115 cv/116 cv a 6.000 rpm; Torque: 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rpm; Transmissão: manual de cinco marchas, tração dianteira; Direção: elétrica; Tanque: 46 litros; Freios: dianteiros a disco ventilado e traseiros a tambor, com ABS e EBD; Peso: 1.060 kg; Rodas: liga-leve aro 15" com pneus 185/60 R15; Porta-malas: 363 litros; Dimensões: comprimento 3.998 mm, largura 1.695 mm, altura 1.535 mm, distância entre-eixos 2.530 mm
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Aceleração 0 a 60 km/h: 4,7 s 0 a 80 km/h: 7,3 s 0 a 100 km/h: 10,5 s Retomada 40 a 100 km/h em 3a: 9,8 s 80 a 120 km/h em 4a: 9,6 s Frenagem 100 km/h a 0: 40,2 m 80 km/h a 0: 25,2 m 60 km/h a 0: 14,0 m Consumo Ciclo cidade: 8,6 km/l Ciclo estrada: 11,4 km/l
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