Garagem CARPLACE #6: após 2.381 km, é hora de dar tchau para o Logan 1.0

Primeiro 1.0 a passar pelo nosso teste mais longo, o Garagem CARPLACE, o Logan encerrou o período dos 30 dias de avaliação com aprovação de todos. "Entre os sedãs de entrada, ele está bem à frente dos concorrentes", resumiu o editor-assistente Julio Cesar, fazendo uma comparação com os antiquados Chevrolet Classic e Fiat Siena EL. As poucas ressalvas ao modelo ficaram, justamente, para o entrosamento entre motor 1.0 e um carro deste tamanho, além da escassez de equipamentos desta versão Authentique (R$ 28.990), a mais barata. A falta de item como travas e vidros elétricos (pelo menos os dianteiros no caso das janelas) deveria ser revista pela marca. Tirando isso, e um apagão provocado por má fixação do cabo da bateria, a estadia do Logan conosco foi tranquila. Foram 2.381 km rodados entre cidade e pequenas viagens ao interior paulista, revezando entre cinco motoristas ao longo de um mês. Destaques para o avanço no visual, tanto externo quanto interno, espaço para os ocupantes, porta-malas e para o conforto oferecido - levando-se em conta que estamos num sedã popular.
Garagem CARPLACE #6: após 2.381 km, é hora de dar tchau para o Logan 1.0
Em contrapartida, o motor 1.0 16V (mesmo do Clio, renovado em 2012) não casou muito bem com o modelo. Se no Clio ele trabalha com um câmbio de relações mais longas, para privilegiar o consumo, aqui no Logan a transmissão foi encurtada para o propulsor dar conta do tamanho do sedã. O resultado foi um desempenho razoável (não dava para pedir mais de um "mil" aspirado), mas com consumo alto: nossas médias com etanol não passaram de 7 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada. E se ligar o ar-condicionado a coisa piora. Concluímos então que a evolução do Logan foi enorme, e ele passa sim a ser a melhor opção da categoria entre os modelos de acesso ao mercado de sedãs. Mas a Renault peca por oferecer a versão 1.6 (R$ 39.440) com uma diferença de preço muito grande para a configuração de entrada 1.0. O ideal é que existisse uma versão mais simples com propulsor 1.6 ou um motor intermediário, como o 1.2 oferecido pelo Dacia Logan na Europa - obviamente flex e ajustado em potência e torque para nosso mercado. Confira a seguir os capítulos do Logan no Garagem CARPLACE: 1. Chegada 2. Teste, estrada com a família e "apagão"
Garagem CARPLACE #6: após 2.381 km, é hora de dar tchau para o Logan 1.0
3. Maratona urbana revela consumo elevado 4. Análise de estilo 5. Encontro de gerações Em resumo Km inicial: 4.121 Km final: 6.502 Consumo médio Cidade: 7,0 km/l Estrada: 10,3 km/l Prolemas apresentados: para-choque dianteiro desencaixado abaixo do farol esquerdo, cabo de bateria frouxo Gostamos: design, conforto, robustez Não gostamos: desempenho com ar-condicionado, consumo, escassez de equipamentos

Seja parte de algo grande

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Foto de: Redação2