OMC vai investigar Brasil por protecionismo no caso do Inovar-Auto

A Kia foi uma das marcas mais prejudicadas pela política de sobretaxação de importados Após denúncia formal da União Europeia em relação ao regime automotivo Inovar-Auto, a Organização Mundial do Comércio (OMC) abriu investigação contra o Brasil sob acusação de protecionismo. Conforme relatam agências internacionais, o governo brasileiro é questionado quanto à política comercial que adota para veículos importados, sobretaxados quando as marcas estrangeiras não têm investimento local. De acordo com a regras internacionais de comércio, apenas o imposto de importação (de 35%) deve ser considerado como fator diferenciador.
OMC vai investigar Brasil por protecionismo no caso do Inovar-Auto
Fábrica da BMW em Araquari, Santa Catarina O cerne da questão, explicam especialistas do jornal O Estado de S. Paulo, está na interpretação das leis da OMC quanto ao espaço que cada governo pode ter para desenvolver sua política industrial. A UE acusa o Brasil de praticar medidas discriminatórias que têm como meta dar vantagens injustas aos produtores nacionais e substituir as importações. "Os produtos brasileiros, ao contrário dos importados, se beneficiam de reduções de IPI e de isenções de impostos", se queixa o bloco econômico. BMW Série 1 também será nacional em breve O governo brasileiro se defende, alegando que a visão da UE sobre as regras da OMC pode limitar a habilidade dos países de promover desenvolvimento social e tecnológico. Representante do Brasil na questão, o embaixador Marcos Galvão vai além. "Empresas de diferentes origens, especialmente europeias, estabelecidas no Brasil têm sido positivamente afetadas por esses programas", afirmou em alusão ao fato de diversas marcas estarem abrindo novas fábricas no país. "O objetivo é posicionar o Brasil nos setores de alta tecnologia do mercado global, e não isolá-lo". Audi A3 Sedan será produzido em São José dos Pinhais, no Paraná A decisão sobre a questão deve demorar meses ou até anos para sair. O Brasil, se condenado, terá de retirar as isenções de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de diversos setores e reformular sua estratégia industrial.

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