Volta Rápida: Honda City 2015 evolui e invade terreno dos sedãs médios

Aguardado desde a mudança do Fit, modelo do qual ele deriva, o novo Honda City foi apresentado à imprensa nesta semana em Itatiba, interior de São Paulo. Trazendo novidades como o visual completamente reformulado, maior espaço interno, câmbio CVT com borboletas e novos equipamentos, o City 2015 mira o topo dos compactos premium e invade até o terreno dos médios. CARPLACE já dirigiu o modelo e traz agora as primeiras impressões a bordo.

O que é?

Com mais de 150 mil unidades produzidas no Brasil desde 2009, o City é o último automóvel nacional da marca se atualizar (depois do Fit e Civic). Em sua segunda geração no país, o sedã chega disponível em quatro versões: DX, LX, EX e EXL. Posicionado no topo dos compactos premium, pode-se dizer que o modelo não tem rivais diretos, conforme explica a marca - entre os mais próximos estão Ford New Fiesta Sedan, Fiat Linea e Chevrolet Sonic Sedan (com vendas suspensas por no Brasil enquanto). A questão é que, pelo preço, o modelo da Honda invade a seara do Civic e passa a brigar também com Renault Fluence, Peugeot 408, Nissan Sentra...
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Seguindo a nova identidade visual da Honda, chamado "Solid Wing Face", as principais mudanças do City compreendem o conjunto frontal, com grade, faróis e para-choque integrados, além do capô com dois vincos acentuados. Na traseira, as lanternas foram alongadas, passando a invadir a tampa do porta-malas, e são mais envolventes. Há também um novo friso cromado na tampa traseira. Em relação ao visual, o City mudou pra melhor. O design como um todo ficou bem mais equilibrado, abandonando a antiga frente com a enorme e desproporcional grade dianteira e a traseira sem inspiração. Ao vivo, o visual agrada bastante e mostra um carro mais alinhado ao novo portfólio da marca.
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Por dentro a evolução também é nítida. O desenho interno inclui novo painel de instrumentos e novidades como ar-condicionado digital com comandos sensíveis ao toque, além de detalhes cromados e em black piano (preto brilhante). O sedã pode ser equipado ainda com central multimídia com tela de 5”, câmera de ré, oito alto-falantes, controle de áudio no volante, Bluetooth e entradas auxiliar, USB e iPod/iPhone. Só ficou devendo mesmo um sistema de navegação GPS, que a marca afirma não ter considerado devido ao custo de instalação e manutenção (atualização de software).
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Em termos dimensionais, o sedã ficou mais espaçoso graças à distância entre-eixos ampliada em 50 mm (2.600 mm) e o comprimento total em 55 mm (4.455 mm). Na avaliação, ficou evidente o bom espaço no banco traseiro, que supera até alguns carros médios, complementado pela ausência do túnel central. O porta-malas teve o acesso melhorado e também aumentou a capacidade, chegando a ótimos 536 litros (20 litros extras).
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Em relação aos equipamentos de segurança, o City traz de série os obrigatórios freios ABS e airbag duplo, mais cinto de três pontos para todos os passageiros e, como novidade, os airbags laterais na versão EXL.

Como anda?

O test-drive promovido pela Honda foi feito em trecho rodoviário, uma pequena parte em pista simples e o restante em rodovias duplicadas na região de Campinas (SP).
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Graças aos reforços na estrutura e à maior rigidez torsional, a dinâmica de condução, estabilidade e comportamento em asfalto irregular melhoraram. Isso também é fruto das melhorias na suspensão, como buchas hidráulicas, batente hidráulico e eixo de torção mais rígido, que aprimoraram o conforto de rodagem sem prejuízo da estabilidade. De um modo geral, o City ficou ainda melhor de dirigir, se assemelhando bastante com o Fit, com o qual compartilha plataforma e base mecânica. Outro destaque é o isolamento acústico, que foi intensificado nesta nova geração.
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Uma outra novidade do novo modelo, o câmbio CVT, está disponível à partir da versão LX (a DX possui o manual de cinco marchas) e agora possui uma configuração com sete marchas "virtuais" e borboletas na direção para as versões EX e EXL. Se por um lado ganha-se em economia de combustível e suavidade de condução, por outro perde-se um pouco a interação. As borboletas só podem ser usadas com o câmbio no modo "S", esportivo, que faz as trocas "virtuais" em rotações bem mais elevadas. Em baixas velocidades e numa condução mais tranquila, o CVT agrada bastante. Mantém a rotação baixa e roda-se com conforto e ruído contido. Em velocidade de cruzeiro, a 120 km/h por exemplo, o giro fica pouco acima de 2.000 rpm e o silêncio impera na cabine. Todavia, em ultrapassagens ou aclives acentuados com rotação acima de 3.000 rpm, o ruído do motor, que tem funcionamento áspero em altas rotações, fica evidente e passa a incomodar.
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A cara é nova, mas o coração do City é o mesmo: trata-se do conhecido motor 1.5 16V FlexOne de até 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque a 4.800 rpm, agora com sistema de aquecimento do combustível que dispensa o tanquinho de partida a frio e melhorias em redução de atrito.

Quanto custa?

Tabelado a partir de R$ 53.900 na versão de entrada DX, o City enfrenta alguns sedãs compactos premium e também sedãs médios, como o Fiat Linea. Na prática, o carro-chefe será mesmo a versão LX CVT, que custa R$ 62.900 e será responsável por 36% das vendas, de acordo com as previsões da marca.
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Apesar do novo City ainda agradar ao volante, ter boa qualidade de construção e conjunto mecânico moderno, ele chega com posicionamento de preços elevado, principalmente se levarmos em conta que os valores se aproximam de muitos sedãs médios - de maior porte e mais recheado de equipamentos. Veja o que cada versão oferece: City DX MT – R$ 53.900 Rodas de aço aro 15” com calotas; câmbio manual de cinco velocidades; retrovisores, travas das portas e vidros elétricos; CD/MP3 player + HFT; direção elétrica EPS; ar-condicionado manual; painel de instrumentos com iluminação na cor âmbar. City LX CVT – R$ 62.900 Grade dianteira e friso traseiro cromados; rodas de liga leve aro 16” diamantadas; retrovisores, travas das portas e vidros elétricos; CD/MP3 player com 4 alto-falantes; direção elétrica EPS; câmbio CVT; ar-condicionado manual; painel de instrumentos com iluminação na cor âmbar; banco traseiro bipartido com descanso de braço central. City EX CVT – R$ 66.700 Grade dianteira, maçanetas externas e friso traseiro cromados; faróis de neblina; retrovisores externos com luzes indicadoras de direção; rodas de liga leve aro 16” diamantadas; retrovisores, travas das portas e vidros elétricos. direção elétrica EPS; câmbio CVT com paddle shift; ar-condicionado digital com comando touch screen; sistema multimídia com monitor de 5” e 8 alto-falantes + HFT; controle de áudio + HFT no volante; câmera de ré; Bluetooth; piloto automático; chave tipo canivete. City EXL CVT – R$ 69.000 Grade dianteira, maçanetas externas e friso traseiro cromados; faróis de neblina; retrovisores externos com luzes indicadoras de direção; rodas de liga leve aro 16” diamantadas; retrovisores, travas das portas e vidros elétricos; direção elétrica EPS; câmbio CVT com paddle shift; ar-condicionado digital com comando touch screen; sistema multimídia com monitor de 5” e 8 alto-falantes + HFT; controle de áudio + HFT no volante; câmera de ré; Bluetooth; piloto automático; bancos e volante de couro; apoio de braço dianteiro central; airbags laterais dianteiros.
Volta Rápida: Honda City 2015 evolui e invade terreno dos sedãs médios
Por Júlio César, de Itatiba, SP Fotos Divulgação e autor

Ficha Técnica: Honda City 2015

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 1.5i 16V SOHC i-VTEC FlexOne; Potência: 115/116 cv a 6.000 rpm; Torque: 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rpm; Transmissão: câmbio manual de cinco marchas (automático do tipo CVT a partir da versão LX); Peso: 1.123 kg (LX); Capacidades: porta-malas 536 litros; tanque de combustível: 46 litros Dimensões: comprimento 4.455 mm, largura 1.695 mm, altura 1.485 mm, entre-eixos 2.600 mm

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