Segredo: saiba detalhes do Jeep Renegade nacional que estreia no Salão

Segredo: saiba detalhes do Jeep Renegade nacional que estreia no Salão
O Renegade brasileiro só deverá chegar às lojas em março, mas, para a Jeep, a estreia do modelo por aqui acontece já no Salão do Automóvel, no próximo mês. Segundo relata um informante ligado à marca, o estande da empresa estará coalhado de Renegades de todas as versões, já com as configurações que serão fabricadas na nova fábrica do Grupo FCA em Goiana (PE).
Segredo: saiba detalhes do Jeep Renegade nacional que estreia no Salão
Recentemente lançado na Europa, o Renegade vai chegar ao Brasil logo de cara com duas opções de motor (1.8 flex e 2.0 a diesel) e três de câmbio (manual de cinco marchas, automático de seis e automático de nove velocidades), mantendo, inclusive, parte das versões lá de fora - Sport, Longitude, Limited e Trailhawk. O propulsor 1.8 é o conhecido E.TorQ que equipa diversos carros da linha Fiat, mas virá com algumas modificações - hoje ele deixa a desejar um pouco em baixas rotações, ainda que entregue bons 132 cv de potência e 18,9 kgfm de torque. Será oferecido somente com tração 4x2 (dianteira) e câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. Resta a dúvida se este último será o automatizado de dupla embreagem que equipa o Renegade 1.4 Turbo europeu (mais provável) ou uma caixa automática tradicional, como a do Fiat 500 SportAir, fornecida pela japonesa Aisin.
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O Renegade 1.8 vai mirar no EcoSport 1.6, é claro, mas tem como principal meta roubar clientes de hatches e sedãs médios - segmentos onde a Fiat tem dificuldade de emplacar seus Bravo e Linea, respectivamente. A Jeep espera que o mercado brasileiro de SUVs compactos vá praticamente dobrar nos próximos anos. Vale lembrar que novos competidores, como Honda HR-V e Peugeot 2008, também estarão no Salão. Ainda é cedo para falar de preços, mas a expectativa é que o Renegade de entrada custe cerca de R$ 65 mil e já venha com o "básico" para a categoria: ar-condicionado, direção assistida (elétrica), CD player com Bluetooth e trio elétrico. Uma atração que deve acompanhar esta versão é o sistema Start-Stop, que equipa o modelo europeu e por aqui estreou no Uno 2015.
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Já quem desejar um Jeep mais "jipe" terá a disposição o Renegade com motor 2.0 Multijet II turbodiesel de 170 cv e 35,7 kgfm, sempre acoplado à nova transmissão automática de nove marchas (mesma do Cherokee) e tração 4x4. Neste, o conjunto mecânico será totalmente importado, obviamente impactando no preço. Na versão topo de linha totalmente equipada, o valor vai passar dos R$ 100 mil, mas também haverá essa configuração mecânica por menos do que isso. De todo modo, o Jeep compacto deve reinar praticamente sozinho nesta categoria (4x4 compacto a diesel), uma vez que não há nada no mercado nacional com configuração semelhante.
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Interessante nesta versão 4x4 é o completo sistema de tração: normalmente o Jeep Renegade anda com tração dianteira e ativa, automaticamente, o eixo traseiro quando necessário. Além disso, o motorista terá seis diferentes programas para o sistema: Auto (aciona o 4x4 só quando precisa), Snow (4x4 para pisos escorregadios), Sand (4x4 para areia), Mud (4x4 para lama) e Rock (4x4 para pedra). Ao ligar este último, dois recursos extras entram em ação - a reduzida (necessária para homologar SUV a diesel no Brasil) e o controle de descida. A reduzida atua apenas na primeira marcha, que ganha uma relação curtíssima (20:1) para enfrentar as pirambeiras. Já o controle de descida atua nos freios automaticamente para segurar o carro numa ladeira íngreme, bastando ao motorista controlar o volante. Por fim, a Jeep anuncia os melhores ângulos de ataque e saída da categoria, bem como uma altura livre do solo de 21 cm nas versões 4x4 - 17,5 cm nas 4x2.
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Medidas externas deixam o Renagade na seara do EcoSport (4.255 m de comprimento e 2.570 de entre-eixos), mas convém lembrar que o estepe do Jeep fica do lado de dentro e não conta como comprimento (caso do Ford). Assim, espera-se espaço interno superior, bem como um porta-malas maior (351 litros, contra 296 l do Ford). Acabamento parece caprichado nas versões europeias, com direito a tela TFT no quadro de instrumentos e central multimídia com tela de até 6,5 polegadas que inclui GPS. Painel e volante bem desenhados parecem cópia em miniatura do novo Cherokee, bem como a alavanca de câmbio e o freio de estacionamento elétrico. Também lá fora todas as versões vêm com seis airbags, aviso de saída de faixa, câmera de ré e controle de estabilidade. Resta saber como será a oferta destes itens por aqui. A resposta deve pintar já em outubro durante o Salão do Automóvel.

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