No QG da Yamaha: contato com as novas T-Max, Crosser e Fazer 150

A Yamaha passa por um período de mudanças no mercado brasileiro. E para mostrar que a marca não está vivendo só de promessas, como ela já foi acusada (e com razão) num passado recente, em 2014 já chegaram à rede três modelos totalmente novos: a trail Crosser 150, a supercustom V-Max e a maxiscooter T-Max 530, estas duas últimas importadas. Elas se juntam à Fazer 150, lançada no ano passado, para construir nova "cara" da Yamaha por aqui. E isso sem contar que a Super Ténéré 1200 começou a ser fabricada em Manaus (AM) recentemente.
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Para conhecer os novos modelos e saber um pouco mais do que a empresa planeja para breve, CARPLACE MOTO esteve no QG da Yamaha em Guarulhos, na Grande São Paulo, no último sábado (24). De acordo com a responsável por imprensa e marketing, Antoniela Silva, a marca dos diapasões está entrando numa fase global, de modo que o Brasil terá modelos recém-lançados em outras partes do mundo, além de alguns propriamente desenvolvidos para o mercado local - como as novas 150 Crosser e Fazer. "A Yamaha terá modelos icônicos. Não traremos motos de características próximas, que possam gerar concorrência interna".
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Próximos lançamentos? Nada confirmado oficialmente, mas de acordo com o que apuramos em conversa com o presidente da marca, Shigeo Hayakawa, durante o Salão Duas Rodas do ano passado, a MT-09 não veio para a mostra só a passeio. Ela é esperada para nosso mercado no segundo semestre deste ano, trazendo para o Brasil não só o conceito MT (master do torque) de volta, mas também o novíssimo motor tricilíndrico de 847 cm³ capaz de gerar 115 cv a 10.000 rpm e torque máximo de 8,9 kgfm a 8.500 rpm. Quer saber como ela anda? Então clique aqui e confira nossa avaliação feita na Europa.
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Após um pouco de resenha sobre o futuro, uma volta no presente. Fomos para uma pequena pista delimitada por cones experimentar as novas Crosser e Fazer 150, além da T-Max 530. Vamos a elas: Crosser 150 A primeira coisa que chama atenção na nova trail é o design. Com linhas anguladas e bem agressivas, como mostra o para-lama dianteiro vazado, a Crosser larga na frente da rival Honda Bros em termos de beleza. E o conjunto inteiro é interessante, com uma traseira bem mais bonita que a da irmã Ténéré 250 e um painel de instrumentos completo que parece de moto maior: conta-giros analógico em destaque e um visor digital para velocímetro e outras funões - tudo com uma bela iluminação laranja para realçar a esportividade.
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Ao montar, outra boa surpresa. Apesar das suspensões elevadas e de grande curso, como convém a uma trail, o assento da Crosser é baixo (83,6 cm do solo). Deste modo, ela recebe bem os baixinhos e mulheres, que geralmente têm dificuldades com esse estilo de moto. A posição de pilotagem, aliás, pode até ser ajustada na versão ED, com freio a disco na dianteira (há um modelo mais simples, E, com tambor na frente). Com uso de ferramenta, o guidão é colocado mais para a frente, melhorando a ergonomia para os mais altos.
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Em movimento, destaque para a suavidade do novo motor 150, que segundo a Yamaha tem a maior força da categoria disponível na roda. O propulsor monocilíndrico SOHC (comando único de válvula no cabeçote) conta com injeção eletrônica, arrefecimento a ar e traz a segunda geração do sistema bicombustível BlueFlex. Oferece 12,2 cv de potência a 7.500 rpm e 1,28 kgfm de torque a 6.000 giros com gasolina, e 12,4 cv a 7.500 rpm e 1,29 kgfm a 6.000 rpm com etanol.
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Um diferencial é o sistema YRCS (Yamaha Ram Air Cooling System), que tem a função de aumentar a refrigeração do sistema de ignição e do motor, otimizando o desempenho. Além disso, a Crosser recebe um ajuste de injeção diferente da Fazer 150, que valoriza o torque em baixas rotações. Assim, as saídas e retomadas parecem mais "prontas", sem necessidade de esgoelar o acelerador.
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A suspensão também nos pareceu muito confortável, bem macia. A tocada ágil é facilitada pelo baixo peso da moto e pela leveza dos comandos, que tornam a Crosser uma trail ideal para quem está começando no mundo das duas rodas. Apenas os freios me deixaram um pouco reticente: na versão com disco, achei o sistema um tanto "borrachudo", como na Ténéré 250. A Yamaha diz que a moto era muito pouco rodada e que isso melhora com o tempo. É o que vamos conferir numa avaliação mais longa em breve. E a versão com tambor na dianteira? Não vale a economia: pague os R$ 300 de diferença (R$ 9.050 a E e R$ 9.350 a ED) e leve a segurança do disco. T-Max Foi interessante andar na T-Max pouco tempo após ter avaliado a BMW C600 Sport, sua rival direta. De cara, o maxiscooter da Yamaha me agradou pelo baixo nível de ruído e pela "malemolência" nas manobras, parecendo um pouco menor e mais ágil que a concorrente alemã. Já a pegada do motor 530 não surpreende na comparação com o 650 da BMW, mas garante saídas rápidas e retomadas sem demora. Afinal, são 46,5 cv de potência e 5,3 kgfm de torque.
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Com o câmbio automático CVT, a condução é suave e bastante "lisa". A posição de pilotagem é confortável e o painel com dois mostradores analógicos bem destacados tem visual moderno, na medida para combinar com o estilo futurista da T-Max. Estamos na expectativa para uma avaliação completa do modelo, que mesmo tabelado a R$ 42.500 está sumindo das lojas rapidamente.
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Fazer 150 Concebida para encarar a Honda CG, a Fazer 150 demorou a chegar, mas está fazendo barulho. A Yamaha caprichou no design e no painel, chegando a confundir os incautos de que se trata de uma moto de maior porte. A marca também foi feliz na escolha de cores, como um azul metálico forte e um laranja que valorizam a esportividade visual da motinho.
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Em movimento, a mesma suavidade da Crosser (o motor flex é o mesmo) e uma pegada um pouco mais de altos giros - não achei a resposta do motor em baixa tão esperta quanto na trail. Tocada fácil, posição de pilotagem descansada e muita agilidade nas mudanças de direção marcam a pequena Fazer. Embreagem e câmbio macios são os mesmos da Crosser, que não dão trabalho nas mudanças. Custa R$ 7.390 na versão ED e R$ 7.890 na SED. No fim, a linha urbana da Yamaha deixou a impressão de estar bem posicionada na briga contra a eterna líder Honda. Agora resta aguardar os próximos capítulos. Por Daniel Messeder Fotos autor e divulgação Veja a galeria abaixo:

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