Garagem MOTO #2: semana da Fazer 150 tem cidade e esticada na estrada

Após quase uma semana rodando com a Yamaha Fazer 150 pelas ruas da Grande São Paulo (seguindo sua proposta de uso urbano), resolvemos exigir um pouco mais da "laranjinha" e pegar a estrada para aumentar a rodagem da nova Yamaha aqui no Garagem MOTO. Afinal, mesmo quem tem uma moto urbana às vezes precisa encarar umas viagens, e a gente queria saber como ela se sairia nesta condição. Como a "nossa" Fazer veio da fábrica abastecida com etanol (ela usa a tecnologia BlueFlex da Yamaha), decidimos manter esse combustível para a primeira medição de consumo. Na hora de encher o tanque, o frentista ficou curioso para saber se o modelo era apenas uma 150 cc, uma vez que o design esportivo dela sugere cilindrada maior. Já o motorista que abastecia o carro na bomba ao lado quis saber mais sobre consumo. "Ela é econômica como falam?". Teríamos a resposta em breve... Com o tanque cheio, hora de pegar a estrada. Esse primeiro roteiro de viagem foi simples e curto, sentido interior de São Paulo: Rodovia dos Bandeirantes e Rodovia Anhanguera (com limites de 120 e 110 km/h, respectivamente), até a cidade de Vinhedo, na região de Campinas. O percurso totalizou 160 km, contando ida e volta, e foi realizado em aproximadamente duas horas (uma para ir, outra para voltar).
Garagem MOTO #2: semana da Fazer 150 tem cidade e esticada na estrada
O motor se comporta bem na estrada, apesar de estar sempre com os giros elevados. Mas nas subidas e aclives das rodovias não tem jeito: ela perde o pique e exige paciência. Além disso, uma sexta marcha viria bem a calhar na Fazer 150, para que ela não gritasse tanto nesta condição de viagem. Outra coisa que senti falta, seja no uso urbano, seja na estrada, foi de um relógio no painel de instrumentos. A aceleração e a retomada da pequena Yamaha são satisfatórias levando-se em conta o motor de 150 cc. Com uma relação de marchas bem curtas, chega-se à quinta com rapidez e em boa velocidade, sem precisar forçar muito o motor. Os freios, com disco na dianteira e tambor na traseira, transmitem segurança e cumprem seu papel quando são exigidos. Durante o percurso de ida ainda era dia, mas durante a volta o sol foi embora e nos deu oportunidade de testar os faróis. Resultado: o conjunto óptico da Fazer ilumina bem na estrada, mas poderia existir o botão de lampejo do farol alto.
Garagem MOTO #2: semana da Fazer 150 tem cidade e esticada na estrada
Se no trânsito diário a "Yamahinha" é leve e ágil, na estrada essa leveza compromete um pouco, visto que a moto chega a balançar com o deslocamento de ar provocado por ônibus e caminhões, e com o vento, gerando certa instabilidade. A velocidade final, como esperado, também é limitada para uso rodoviário, pois trata-se de uma motocicleta com apenas e 12,2 cv de potência. Da mesma forma, o banco que agradou na cidade passou a incomodar na estrada, exigindo aquelas ajeitadas no traseiro para minimizar o desconforto. No fim, dá para dizer que a Yamaha 150 não decepciona numa viagem curta, e tem ainda o benefício do baixo consumo: registramos média de 32,9 km/l com etanol durante o percurso. Mas se a ideia for pegar estrada mais vezes, melhor juntar um pouco mais de grana e partir para uma moto 250 ou 300 cc. A pequena Fazer nasceu para a cidade. Texto e fotos: Alexandre Ciszewski

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