Latin NCAP desafia indústria e cobra ESP obrigatório no Brasil até 2017

No início desta semana, o Latin NCAP, órgão que avalia a segurança dos veículos na América Latina, e a Proteste, associação que representa os consumidores, enviaram um ofício ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) pedindo que o controle eletrônico de estabilidade se torne obrigatório no Brasil o mais rápido possível. Parte da campanha "Carro sob Controle", lançada pela Proteste em novembro e que pede para que todos os carros fabricados no país até o fim de 2017 já saiam de fábrica com o controle de estabilidade, se junta ao novo protocolo do Latin NCAP, que passa a valer a partir de janeiro de 2016 e só garante a nota máxima para os veículos equipados com o item. O principal objetivo desta mobilização é a redução de acidentes no trânsito, que chegou a 19,9 mortos por grupo de 100 mil habitantes em 2014, longe da meta, que previa a redução para 11 óbitos para cada 100 mil pessoas.
Latin NCAP desafia indústria e cobra ESP obrigatório no Brasil até 2017
No ofício enviado ao Denatran está escrito: "por respeito ao consumidor brasileiro, as montadoras não deveriam discriminar os carros vendidos no país e aqueles vendidos na Europa ou na América do Norte, principalmente, no quesito segurança - a vida humana tem o mesmo valor, independentemente do país onde se reside". Latin NCAP x montadoras Estas ações batem de frente com a indústria automobilística, representada pela AEA, Associação de Engenharia Automotiva, que afirma ser necessário entre 5 e 7 anos para que o sistema equipe todos os veículos no país. Por outro lado, o Latin NCAP, por meio de sua presidente Maria Fernanda Rodriguez, diz que não há justificativa para adiar a obrigatoriedade do sistema, uma vez que o item encareceria o veículo em apenas US$ 50.
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O conjunto de sistemas de segurança ativa composto por freios ABS, controle de tração e programa eletrônico de estabilidade (ESC), atuam para a corrigir a trajetória do automóvel em situações de emergência. Mercado Atualmente, o carro mais em conta com controle de estabilidade é o Ford Ka Hatch 1.0 SEL, que custa R$ 47.590. Mas esse item começa mesmo a aparecer em carros na faixa dos R$ 70 mil, como Jeep Renegade, que traz ESP desde a versão de entrada, que parte de R$ 71.900.
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No caso dos sedãs médios mais vendidos do país, o Honda Civic e o Toyota Corolla, o item só está disponível no primeiro a partir da versão intermediária LXR, de R$ 79.400 e no caso do Toyota, que pode passar dos R$ 100 mil na versão mais cara, não possui ESP nem como opcional. Estatísticas apontam que o item de segurança esteja presente em apenas 5% a 10% dos veículos vendidos no país.

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Foto de: Redação