Carros para sempre: projeto brasileiro, Corsa Pick-up tinha apelo ao lazer

Carros para sempre: projeto brasileiro, Corsa Pick-up tinha apelo ao lazer
Demorou um pouco até a sucessora da antiga Chevy 500 chegar ao mercado. Foram mais de dois anos após a despedida da picape do Chevette, com sua tração traseira, ser substituída. Lançada em 1995, a Pick-up Corsa era um projeto genuinamente brasileiro e tinha muito mais apelo ao lazer do que ao trabalho. Representava uma grande evolução em todos os aspectos sobre a antecessora. Com desenho moderno e jovial para a época, o modelo tinha no estilo um de seus principais argumentos de venda. A ideia de lançar a picape começou lá atrás, ainda em 1992, época em que o projeto da nova geração do Corsa começava a ganhar forma. A filial brasileira realizou alguns estudos e criou a inédita versão com caçamba. O objetivo era lançar um veículo que não fosse tão vinculado ao trabalho, como era a Chevy 500.
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Com a frente igual à do Corsa hatch, a picape ficou 424 mm mais comprida (mede 4.100 mm, com distância entre-eixos de 2.470 mm), 80 mm mais larga (com 1.290 mm) e 4 mm mais alta (com 1.490 mm). Chegou somente na versão de acabamento GL, com para-choques sem pintura. Fruto de um projeto moderno, impôs estabilidade, segurança e conforto de rodagem como referências no segmento. O utilitário leve sofreu alterações na suspensão, que na dianteira foi mantida como no hatch, apenas com calibração refeita, mas na traseira recebeu molas semi-elípticas (no lugar das helicoidais) e amortecedores telescópicos hidráulicos específicos, para lidar melhor com o peso da carga.
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Com acerto equilibrado entre firmeza e conforto, a picape Corsa tinha novidade também sob o capô. Até então, o Corsa estava disponível com motores 1.0 e 1.4 EFI de 50 e 60 cv, respectivamente. A pick-up chegou inaugurando o motor 1.6 EFI de 79 cv, que garantia aceleração de 0 a 100 km/h em 13,6 segundos e 155 km/h de velocidade máxima, de acordo com testes de publicações da época. Essa configuração duraria pouco tempo, pois logo a GM adotava o motor 1.6 MPFI com injeção multiponto e 92 cv de potência. O desempenho melhorava sensivelmente: a aceleração de 0 a 100 km/h baixava para 10,8 segundos e a máxima passava a 169 km/h.
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Eram novos tempos para a GM e para o mercado automotivo brasileiro. Pouco mais de um ano após o lançamento, o Corsa hatch surpreendia com vendas recordes e inaugurava um novo padrão de construção e acabamento entre os populares. E a família crescia mais. Depois da picape viriam o Corsa quatro portas, sedã e por último a perua. A nova picape não chegou a encarar Strada e Saveiro em números de vendas, mas fez bastante sucesso entre o público jovem. Quantos não equiparam o utilitário com rodas de liga leve e as famosas capotas marítimas? Em 1998 a picape ganhava capacidade para mais 25 kg, passando a 600 kg de carga útil. No mesmo ano algumas versões da linha recebiam a série especial Champ, também disponível para a pick-up. Tinha pintura na cor verde escuro, para-choques pintados, rodas de liga leve aro 14" com pneus 185/60 e faixas alusivas a Copa do Mundo na França. Com a reestilização da linha 2000, a picape ganhou novo capô e para-choques, e passou a ser oferecida também na versão básica ST, além da incrementada Sport. Teve até uma versão furgão com baú de fibra de vidro e capacidade de 2.800 litros, produzido por uma empresa independente. No ano seguinte, assim como as irmãs maiores S10 e Silverado, a Corsa Pick-up ST recebeu a série Rodeio, lançada no mês de abril em alusão a Festa do peão de Barretos (SP). Tinha como destaques as faixas decorativas e rodas de liga leve aro 14".
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Após a chegada da nova geração do Corsa, em 2002, restaram na linha antiga apenas a picape e o sedã, que passou a ser vendido como Corsa Classic e segue vivo até hoje... O utilitário leve só seria descontinuado com a chegada da Montana, em 2003, já com a plataforma e estilo da geração seguinte. Galeria: Corsa Pick-up 

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Foto de: Julio Cesar