Nissan quer Kicks pronto para as Olimpíadas 2016

Em meio a onda de lançamentos de crossovers compactos (HR-V e Renegade agora março, 2008 em abril), a Nissan acelera o passo para entrar na briga. De acordo com fontes da marca, a versão de produção do Kicks (mostrado como conceito no Salão do Automóvel do ano passado) está sendo desenvolvida para estrear durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, evento do qual a Nissan é patrocinadora.
Nissan quer Kicks pronto para as Olimpíadas 2016
Até lá, o jipinho deverá ser mostrado em diversas oportunidades, ficando cada vez mais próximo do modelo final de produção. A Nissan aproveitou, por exemplo, o Carnaval carioca para revelar uma segunda versão do Kicks, já com traços mais definitivos nos para-choques, faróis e lanternas. Com estilo bastante agressivo, dominado por recortes, o crossover vai inaugurar a nova filosofia de design da Nissan para seus compactos, que dará origem à próxima geração da dupla March/Versa. Tanto é que a marca já apresentou, no Salão de Genebra deste ano, o conceito Sway (foto abaixo), que nada mais é que o March do futuro. E ele é basicamente uma versão hatch do Kicks.
Nissan quer Kicks pronto para as Olimpíadas 2016
Diferente do que costuma acontecer, com o hatch lançado primeiro, a nova linha global de compactos da Nissan vai começar pelo Kicks, tendo o Brasil a primazia de ser o primeiro mercado do modelo - como aconteceu com o Ford EcoSport. Já o novo March deve surgir primeiro na Europa, onde é vendido como Micra, chegando por aqui somente em 2017 ou 2018.
Nissan quer Kicks pronto para as Olimpíadas 2016
Projetado sobre a plataforma V, mesma do atuais March e Versa, o Kicks mede 4,3 metros de comprimento, 1,8 m de largura, 1,6 m de altura (incluindo rack de teto) e 2,62 m de entre-eixos. Pelo que conversamos com o vice-presidente de design da Nissan, Shiro Nakamura (foto abaixo), durante o Salão de SP, o crossover usará o mesmo motor 1.6 do March e terá posicionamento de preço agressivo. Reveja a entrevista a seguir:
Nissan quer Kicks pronto para as Olimpíadas 2016
Carplace: Quando veremos a versão de produção do Kicks? Shiro Nakamura: No Salão de 2012 mostramos o Extrem, que era um conceito bem radical de crossover-cupê, somente com duas portas e pensado como carro para estilo de vida. Agora em 2014 o Kicks se apresenta como uma evolução do Extrem, trazendo desenho bem mais próximo ao de um carro de produção, com quatro portas e amplo espaço interno, voltado para jovens casais com filhos pequenos. Quem sabe no Salão de 2016 chega o modelo final? Será um ano muito importante para a Nissan no Brasil, no qual seremos um dos principais patrocinadores das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Aliás, o que acham do nome Kicks? CP: Então o Brasil será o primeiro mercado do Kicks? SN: A Nissan não trabalha com carros locais, o Kicks é nossa proposta global de crossover compacto. Mas claro que ele foi pensado primeiro para o Brasil, seguindo depois para outros países. Há diversos mercados interessados nesse tipo de carro, como a Nissan sabe pelo sucesso de crossovers como Juke e Qashqai na Europa. Desenvolvido sobre a plataforma V, de March e Versa, o Kicks será nossa porta de entrada para o segmento de crossovers. CP: March e Versa são considerados muito comportados visualmente, enquanto o Kicks nasce bem mais arrojado. Vem mudança no design da Nissan por aí? SN: Nós designers temos muito mais liberdade ao criar um crossover do que um hatch ou um sedã, por exemplo. Crossovers são carros por si só mais arrojados e que aceitam elementos de design diferenciados. No Kicks temos, por exemplo, as colunas pretas e o teto flutuante de outra cor. Em relação ao March e ao Versa, o Kicks nasce dentro da uma nova filosofia de design da Nissan, que se iniciou com o último Murano. Daqui para frente nossos carros serão mais esportivos e masculinos, vocês vão ver. CP: O Kicks pode antecipar as linhas dos próximos March e Versa? SN: Pode antecipar, ou melhor, terá de antecipar. O Kicks traz elementos que serão vistos nos nosso compactos futuramente, como a grade pronunciada e os faróis e lanternas pontiagudos, além da carroceria mais vincada. Sem dúvidas que aproveitaremos isso nos próximos Nissans. CP: Podemos dizer então que o Kicks é o começo da nova linha March? SN: Bem, aí é você que está dizendo… (risos) CP: Qual elemento você destaca no Kicks? SN: Gosto muito do formato “caixote” dele, que transmite uma imagem imponente e robusta. Como disse anteriormente, posso ser muito mais arrojado e livre num crossover. Tem a questão das colunas pretas, do teto flutuante e das caixas de roda bem destacadas. Além disso, o Kicks terá forte apelo para a personalização, como a cor da capota diferente da carroceria e detalhes da roda na cor escolhida para o teto. E tudo isso sem abrir mão da funcionalidade, pois o Kicks oferece espaço interno semelhante ao do Versa e um grande porta-malas. CP: Em termos de concorrência, onde se encaixa o Kicks? SN: Sabemos que o mercado de crossovers compactos está bastante disputado, tem o Ford EcoSport, o Renault Duster e agora também os novos Honda HR-V e Jeep Renegade. Mas acho que cada um tem o seu diferencial, e temos certeza que o Kicks conquistará seu público não só no Brasil como também em outros mercados. CP: Os rivais citados têm opção de motor maior que o 1.6 que a Nissan oferece no March e Versa… SN: Sim, mas o Kicks é compacto e leve, não precisará mais do que um motor 1.6 para ter bom desempenho (ele mede 4,3 metros de comprimento, 1,8 m de largura, 1,6 m de altura – incluindo rack de teto – e tem 2,62 m de entre-eixos). Lembre-se que a Nissan é uma marca de custo-benefício, o Kicks não terá posicionamento premium.

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