Carros são caros no Brasil, mas esses extrapolam - veja lista

Que o carro é caro no Brasil você já está cansado de saber. Entre os motivos mais conhecidos estão a fome do leão (com impostos que podem chegar a 40% do valor do veículo), o custo-Brasil, o dólar disparado dos últimos tempos (no caso dos carros ou mesmo insumos importados) e, em alguns casos, a margem de lucro elevada das montadoras e/ou concessionárias. Mas, ainda que levando-se em conta todos esses fatores, uma pesquisa pelas tabelas de preços de carros 0km nos leva a encontrar alguns abusos mesmo comparando aos já inflacionados preços de nossos carros. Confira alguns exemplos que CARPLACE separou - e deixe seu recado nos comentários caso você lembre de mais algum!
Carros são caros no Brasil, mas esses extrapolam - veja lista
Chevrolet Cobalt Graphite: R$ 61.150 - Às vésperas de uma grande reestilização, o Cobalt ganhou uma série especial que contraria seu momento de despedida do mercado: em vez de ser um modelo mais acessível, como a linha Advantage que a Chevrolet costuma oferecer, desta vez "elitizaram" o sedã com o pomposo nome Graphite e preço acima dos R$ 60 mil. Afora os bancos de couro e o câmbio automático de seis marchas, recebe perfumarias como faróis de máscara escura e lâmpadas azuladas, rodas de alumínio escurecidas e um pequeno aerofólio. Mas, por essa grana, você não espera um motor 1.8 8V, certo?
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Ford Fiesta Sedan Titanium Plus: R$ 69.790 - Um sedã compacto com preço de médio? Sim! A Ford colocou o Fiesta Sedan na posição de "compacto premium" para brigar com o Honda City e encheu o modelo de equipamentos, de modo que ele agora tem preço de Focus. Tudo bem que ele tem acabamento melhor que o hatch nacional (o sedã é feito no México) e recebe teto-solar e central multimídia com tela touch na versão top, mas nada que justifique os quase "70K" de tabela para um sedã que tem o espaço traseiro apertado.
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VW SpaceCross i-Motion: R$ 74.520 - Se o Fox até tem preços razoáveis por conta da concorrência, sua versão perua SpaceFox é pra lá de inflacionada - e olha que estruturalmente é apenas um Fox com a traseira espichada. Daí você pega a versão pseudo off-road SpaceCross e pede o câmbio automatizado i-Motion (de embreagem simples), chegando a uma conta de quase R$ 75 mil por uma perua compacta com motor 1.6 que tem projeto original de 2006... Nós adoramos as peruas, mas assim fica difícil defendê-las!
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Kia Soul: R$ 84.900 - A primeira geração do Soul causou furor ao ser lançada no Brasil. Era um carro com design diferente e mecânica eficiente pelo preço do Honda Fit. A segunda geração melhorou em quase tudo, mas aquele preço na faixa dos R$ 50 mil pulou para a casa dos R$ 90 mil - e o resultado é que você não vê nenhum deles nas ruas! A Kia sabe disso e recuou os valores recentemente, mas ainda assim tem que ter muita bala na agulha para bancar R$ 85 mil na versão de entrada do Soul. Por mais estiloso que ele seja, é um compacto com motor 1.6.
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Fiat 500 Abarth: R$ 94.000 - Quando o 500 passou a vir do México, a intenção da Fiat era popularizá-lo por aqui. Com preço inicial na faixa de um Palio em versão equivalente, o charmoso carrinho ganhou as ruas brasileiras, mas a festa durou pouco. Bastou o dólar começar a subir para que o 500 voltasse a ter o estigma de "brinquedinho de luxo" que tinha quando era importado da Europa. E agora a Fiat parou de "segurar" a disparada da moeda norte-americana e repassou o aumento para o preço do modelo. Resultado: o esportivo Abarth, que já estava na faixa dos R$ 80 mil, pulou agora para R$ 94 mil! Uma pequena joia, literalmente...
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Toyota Corolla Altis: R$ 100.990 - Esse já é um caso famoso do "se colar, colou": o Corolla top de linha tem preço mais caro que o Audi A3 Sedan de entrada. Muitos argumentam que a versão Altis vende pouco, mas na verdade quanto mais cara ela fica mais sobe também a intermediária XEi (mais vendida), que já está custando R$ 87.770. Por R$ 101 mil, o Corolla Altis recebe couro bege nos bancos, ajuste elétrico do banco do motorista, luzes diurnas de LED e partida por botão, mas continua sem controle de estabilidade e com o mesmo motor 2.0 do XEi.
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Suzuki S-Cross GLS: R$ 105.900 - De olho no crescente mercado dos SUVs compactos, a Suzuki quis surfar na onda do HR-V e do Renegade trazendo a nova geração do SX4 ao Brasil, agora rebatizado de S-Cross. O problema é pagar o Imposto de Importação e mais o dólar a R$ 3,5, o que deixou o crossover em posição complicada em nosso mercado. A versão de topo tem tração integral, bancos de couro e uma bela central multimídia, mas o S-Cross não deixa de ser um crossover compacto com motor 1.6 por R$ 106 mil, ou seja, praticamente inviável.
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Hyundai i30 Série Limitada: R$ 105.990 - O mundo dá voltas e o Hyundai i30 sabe muito bem disso: importado na primeira geração com valores iniciais na faixa dos R$ 50 mil, se tornou sucesso imediato e liderou com sobras a categoria dos hatches médios. Só que aí veio a segunda geração trocando o motor 2.0 pelo 1.6 flex do HB20 com preço começando em R$ 75 mil e... encalhou! Daí a Hyundai percebeu o erro e substituiu o 1.6 por um 1.8 a gasolina, recuperando o desempenho. Mas já era tarde: o preço continua salgado, e mais ficou ainda com a recente reestilização da dianteira. Na versão topo de linha, que traz coisas como lanternas de LEDs e central multimídia, o hatch médio coreano chega a quase R$ 106 mil. Golf e Focus agradecem.
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Honda Civic Si: R$ 124.000 - Se já tá difícil pra hatch médio, que dirá para os esportivos! Importado do Canadá, o adorado Civic Si fica lindo enfeitando as lojas da Honda, mas, a R$ 124 mil, dificilmente vai para as ruas. Uma pena, pois o caso do Si reforça a decisão de outras marcas abortarem a vinda de seus esportivos. A Ford cortou os planos de trazer o Fiesta ST e a Peugeot travou o desenvolvimento do 208 GTi. Quem se deu bem nesta história foi o MINI Cooper S, que ganhou versão mais barata (R$ 103.950), e o Golf GTI (R$ 111.680), atual rei da categoria.
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Honda CR-V EXL 4WD: R$ 134.900 - Limitado pelo (baixo) volume de cotas do México, o Honda CR-V praticamente sumiu das concessionárias nas primeiras levas de importação. Desta vez volta reestilizado e muito mais caro: por quase R$ 135 mil, ele chega a custar mais do Audi Q3 1.4 e VW Tiguan (ambos turbinados), só para citar dois modelos de maior prestígio. A nova frente ficou bonita e o espaço interno continua ponto alto do SUV, mas quem vai gastar essa grana num carro com o mesmo motor 2.0 flex do Civic e muito mais peso? Só apaixonados.
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Toyota Camry: R$ 179.320 - Sedã de classe média mais vendido nos EUA, o Camry é carro de executivo de empresa japonesa por aqui. Mas está difícil justificar a compra dele mesmo por empresas: são cerca de R$ 60 mil a mais que o Ford Fusion 2.0 Ecoboost, disparado mais vendido do segmento. Mesmo comparando com o arquirrival (e também caro) Honda Accord V6, são mais de R$ 30 mil de diferença. Por isso, é mosca branca nas ruas.
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Toyota SW4 SR-V A/T: R$ 204.800 - Mais um Toyota? Sim, e não é pegação no pé nossa. Afinal, o que leva um SW4 em fim da carreira (a nova geração já foi apresentada lá fora) custar mais de R$ 20 mil extras em relação ao bem mais moderno Chevrolet Trailblazer? Confiabilidade? Tradição? Tudo bem que o SW4 é mais off-road, mas que tal um Land Rover Discovery Sport recém-lançado por menos que isso? Aliás, o que não falta é opção melhor na faixa dos R$ 200 mil.

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