Teste Rápido: Melhor Mobi, aventureiro Way aguarda o Firefly

Teste Rápido: Melhor Mobi, aventureiro Way aguarda o Firefly
Os chamados "aventureiros urbanos" vêm perdendo espaço desde que os SUVs compactos começaram a proliferar em nosso mercado. Com a chegada de modelos como Jeep Renegade, Honda HR-V e Nissan Kicks, as peruas e hatches que se fantasiavam de off-road perderam o apelo, até porque muitas vezes extrapolavam o preço dos próprios crossovers pequenos. Em geral, eles também são mais caros e menos eficientes que suas versões "civis".
Teste Rápido: Melhor Mobi, aventureiro Way aguarda o Firefly
Neste cenário, o Mobi é um ponto fora da curva. Agora oficialmente posicionado como carro de entrada da Fiat (o Palio Fire está sendo vendido somente para frotistas), o pequenino agradou a gente mais na versão "mateira" Way que na urbana Like. E não foi só por causa do estilo parrudinho...

O que é?

Num primeiro momento, parece que o Mobi simplesmente recebeu apliques nos para-lamas, um par de barras no teto e para-choques diferenciados para levar o sobrenome Way. Mas a engenharia teve que retrabalhar, para aumentar a altura livre do solo, todo o sistema de suspensão do subcompacto.
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Neste ponto está a cartada do Mobi Way. Para chegar aos 171 mm de altura (até 25 mm a mais que as demais versões), molas e amortecedores foram recalibrados. Para compensar o centro de gravidade mais alto, uma barra estabilizadora de 18 mm foi adicionada, enquanto um coxim hidráulico foi colocado no motor, justamente para absorver os impactos do uso "off-road". Pode parecer pouco, mas isso faz diferença ao dirigir o hatch.

Como anda?

Em nosso último teste com o Mobi, colocamos na pista a versão Like On (relembre aqui). Por isso, recebi o Way como um velho conhecido. Se tivessem me vendado e colocado dentro dele, não teria percebido qualquer diferença, a não ser a ausência da regulagem elétrica dos retrovisores e do acionamento elétricos dos vidros traseiros, presentes apenas no Way On. Não muda nem mesmo o grafismo do painel.
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Para variar, logo encaramos um trânsito de final da tarde. Foi um bom momento para ver os detalhes e me acertar com o carro. Por dentro, o acabamento é condizente com um carro de R$ 40 mil, mas a cabine é justinha, como percebi ao ver o quanto sobrava de espaço no banco traseiro com o dianteiro ajustado para mim - e olha que tenho apenas 1,65 m de altura. Falando em banco, os dianteiros também poderiam ter mais espuma. Se a posição de dirigir é boa (centralizada e ergonomicamente correta), os bancos ficam devendo melhor apoio. E a coisa piora se o motorista for mais, digamos, "fofinho".
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Quando chegamos ao bairro, hora de ver como ele se comportava nas ruas de verdade. Foram subidas, buracos, valetas e algumas passagens apertadas para fugir do mesmo caminho das milhares de pessoas que também queriam chegar em casa. Aí comecei a gostar do Mobi Way. Mais alto, ele passa pelos obstáculos com mais facilidade. A suspensão recalibrada filtra (bem) mais as imperfeições que na versão Like. E o tamanho compacto da carroceria colabora no pesado tráfego. Junte isso aos comandos leves da direção (mesmo hidráulica) e dos pedais, e chegamos todos bem ao nosso primeiro destino. No dia seguinte, um desafio para o Mobi: um bate-e-volta de 160 km de estrada. Lembro que ele ainda usa o motor 1.0 Fire, com 4-cilindros, 75 cv e 9,9 kgfm de torque. Ele não decepciona na cidade, mas é pouco para viagens. E nem a relação da transmissão é diferente para o aventureiro. Mas ele foi valente. Agradou no consumo, com 12,2 km/l de etanol, e passou a sensação de ser mais sólido. Com a barra estabilizadora, o Way roda mais firme, mesmo sendo mais alto, e transmite maior confiança para acompanhar o fluxo nas retas e curvas. Com o conta-giros apontado nas 4.000 rpm a 120 km/h em quinta marcha, o motor ficava na sua melhor faixa de torque, ajudando nas ultrapassagens, mas às custas de um ruído interno elevado.
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Os dias passaram e o Mobi Way foi para nosso teste instrumentado. Quase apostei que ele seria mais rápido que a versão Like On, mas ainda bem que não coloquei dinheiro na parada. Mesmo 6 kg mais leve o Mobi testado anteriormente, o Way levou a pior em todas as medições, só levando a melhor na retomada de 80 a 120 km/h. Se a suspensão elevada agradou na ruas, na pista ela prejudicou as frenagens ao deixar a dianteira mergulhar mais na hora da emergência.
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Esta impressão de superioridade vem justamente das melhorias do Way. Alem da suspensão mais bem resolvida, o coxim hidráulico absorve as vibrações, dando a ideia de que o motor Fire trabalha com mais folga. Ledo engano. Ele sente o peso de sua concepção antiga. Precisa de mais pressão no acelerador para acompanhar os modelos mais modernos, seja na cidade ou estrada. Não deixa de ser econômico, com média de 9,4 km/l em circuito urbano (etanol), mas aguardamos para breve a adoção do novo Firefly de 3-cilindros vindo do Uno.

Quanto custa?

Por R$ 39.890, o Mobi Way traz direção hidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros e travas elétricas, computador de bordo e coluna de direção com regulagem de altura. O sistema de som com Bluetooth e USB com controles no volante e alarme estão num pacote de mais R$ 2.125, totalizando R$ 42.015 pelo carro que testamos.
Teste Rápido: Melhor Mobi, aventureiro Way aguarda o Firefly
É a opção mais barata dos aventureiros urbanos. Dentro da própria casa há o irmão Uno Way, maior, mais equipado e já com o Firefly 1.0, mas que custa R$ 42.970 - valor que soma um extra na parcela de um cliente que geralmente tem orçamento apertado. Ao menos o principal rival não ameaça muito: tabelado a partir de R$ 48.310, o VW Cross up! está tão longe em preço que acaba brigando com outros concorrentes. Assim, o Mobi Way deve conseguir conquistar certo espaço no mercado. Por Leo Fortunatti Fotos: autor e divulgação

Fiat Mobi Way 1.0

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 8 válvulas, 999,1 cm3, comando simples, gasolina/etanol; Potência: 73/75 cv a 6.250 rpm; Torque: 9,5/9,9 kgfm a 3.850 rpm; Transmissão: manual de cinco marchas, tração dianteira; Direção: hidráulica; Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção; Freios: discos sólidos na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD; Rodas: ferro aro 14″ com calotas plásticas; Pneus: Pirelli Cinturato P1 175/65 R14; Peso: 940 kg; Capacidades: porta-malas 215 litros, tanque 47 litros; Dimensões: comprimento 3.596 mm; largura 1.685 mm; altura 1.550 mm; entre-eixos 2.305 mm, altura livre do solo 171 mm; Preço inicial: R$ 39.890; Preço avaliado: R$ 42.015 Medições CARPLACE Aceleração 0 a 60 km/h: 6,5 s 0 a 80 km/h: 11,2 s 0 a 100 km/h: 17,1 s Retomada 40 a 100 km/h em 3ª: 16,4 s 80 a 120 km/h em 4ª: 18,9 s Frenagem 100 km/h a 0: 42,8 m 80 km/h a 0: 25,8 m 60 km/h a 0: 14,4 m Consumo (etanol) Ciclo cidade: 9,4 km/l Ciclo estrada: 12,2 km/l Galeria de fotos: 

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