Apesar do prejuízo no Brasil, Ford alcança lucro global recorde no trimestre

A Ford comemora nesta semana o melhor resultado para o trimestre já alcançado em mais de 100 anos de história. Conforme explica a montadora, o lucro líquido registrado nos primeiros três meses deste ano superaram os US$ 2,5 bilhões, com impressionantes 113% de crescimento. Embora em menor nível, o faturamento global também avançou, chegando a US$ 37,7 bilhões com alta de 11%. América do Norte e Europa se destacaram e acabaram por cobrir os resultados negativos da América do Sul, especialmente do Brasil.
Apesar do prejuízo no Brasil, Ford alcança lucro global recorde no trimestre
Apesar de não ter aumentado significativamente as vendas (o avanço geral foi de 152 mil unidades, para um total de 1,72 milhão), a Ford alcançou o feito histórico graças especialmente ao aumento das margens operacionais. A cifra aumentou cinco pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2015 e chega agora a 9,8%, com reflexos diretos nos lucros. Na América do Norte, por exemplo, a margem foi de 12,9%, chegando a 6,3% na Europa e 8,2% na região Ásia-Pacífico.
Apesar do prejuízo no Brasil, Ford alcança lucro global recorde no trimestre
Entre as regiões, a América do Norte levou a melhor. Ao todo foram 814 mil unidades vendidas (crescimento de 20%) e faturamento na casa dos US$ 23,9 bilhões. A Europa acumulou 399 mil emplacamentos, com lucro de US$ 434 milhões e faturamento de US$ 6,9 milhões. Já a Ásia-Pacífico respondeu com 398 mil unidades, lucro de US$ 443 milhões e faturamento de US$ 2,7 bilhões (alta de 17,4%).
Apesar do prejuízo no Brasil, Ford alcança lucro global recorde no trimestre
Na América do Sul, porém, os números foram desastrosos. Com apenas 63 mil unidades vendidas no trimestre (recuo de 37,6% sobre igual período de 2015), a Ford amargou prejuízo de US$ 256 milhões e faturou no total apenas US$ 800 milhões (queda de 47%). A margem operacional foi, portanto, negativa (-30,4%) e o Brasil sozinho respondeu por 60% desses números. Vale lembrar que não há perspectivas de melhoras a curto prazo, tendo em vista o agravamento da situação econômica.

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