Renault: França pode intervir no salário milionário de Carlos Ghosn

Detentor de mais de 18% dos direitos de voto da Renault, o governo da França poderá intervir no pagamento milionário do CEO da marca, o brasileiro Carlos Ghosn. O conselho administrativo da empresa aprovou a quantia de US$ 8,1 milhões relacionada aos trabalhos desempenhados pelo executivo em 2015, mas uma troca de cadeiras no quadro corporativo (aparentemente comandada pelo governo francês) poderá reavaliar a decisão. Presidente da França, François Hollande também opinou sobre o caso. Nas palavras do mandatário "há um código de boa conduta a ser seguido. Se não for aplicado, haverá consequências". O país, maior acionista individual da Renault, tem interesse em tornar a marca um exemplo para a classe empresarial local. Vale lembrar que dos US$ 8,1 teoricamente a serem pagos ao CEO, "apenas" US$ 1,3 milhão são de salário. Todo o restante corresponde a bônus de desempenho e remunerações de ações. O montante também não inclui o pagamento da Nissan, que faz parte do mesmo grupo e deve desembolsar ao executivo cerca de US$ 9 milhões. Fotos: Divulgação 

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