Mercedes-AMG promove "dia das crianças grandes" com novos esportivos no Velocittà

Dia 12 de outubro é Dia das Crianças. Como presente adiantado, a Mercedes-Benz colocou a linha esportiva AMG em um dos melhores autódromos do Brasil, o Velo Cittá, no evento AMG Performance Tour 2016. Qual o resultado de juntar verdadeiros brinquedos no playground favorito de qualquer entusiasta? Uma noite de sono vencida pela ansiedade... A principal novidade da marca no evento é o C43 AMG. Ele vem para ocupar a lacuna que existia entre o C250 Sport, com o pacote visual AMG, e o brutal C63 com seu motor V8 4.0 biturbo de 510 cv e tração traseira. Mais "manso", o C43 guarda embaixo do capô o V6 3.0 biturbo com 367 cv ligado ao câmbio automático de nove marchas e tração 4Matic - integral com distribuição fixa de 31% no eixo dianteiro e 69% no traseiro.
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Diferentemente do C63, este V6 não segue o "One Man, One Engine", onde um engenheiro constrói o motor sozinho e depois assina, como no V8. Mesmo assim, é inegável que ali ainda está um verdadeiro AMG, com todo um pacote de personalização. Curtiu? Prepare, ao menos, R$ 397.900, escolha entre a carroceria sedã ou coupé, os itens de personalização (como cor e bancos) e coloque-o na pista!
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O C43 AMG recebe o mesmo tratamento do C63. Para segurar a bronca, ele é equipado com o AMG Ride Control, um sistema de amortecedores magnéticos que regula a rigidez da suspensão conforme o desejo do piloto com o toque de um botão. São três modos: Conforto, Sport e Sport+. Com outro botão, mais cinco modos de condução trabalham as respostas de acelerador, suspensão, motor, controles de estabilidade e até o ronco do escapamento. Depois da apresentação (que quando você sabe que vai andar no Velo Cittá parece durar seis vezes mais), coloco as mãos no C43 AMG pela primeira vez. Para quem conhece a fama de brutal e quase incontrolável do C63, com sua tara por saídas de traseira, o C43 é bem mais sociável. Está longe de ser fraco, afinal acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 segundos e atinge os 250 km/h com limitação eletrônica. Mas o fato de ter a tração distribuída nos dois eixos melhora a condução e a torna mais fácil. Uma ótima opção para quem não tem tanta experiência, mas quer entrar no mundo AMG sem correr riscos "desnecessários".
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Outra chegada anunciada foi a do C63 S AMG Coupé. Para quem pode gastar mais e tem mais habilidade ao volante, a segunda novidade custa R$ 615.900 e traz o V8 4.0 biturbo com os 510 cv despejados totalmente no eixo traseiro. Ele traz as mesmas melhorias do C43 em suspensão e controles, com a adição do modo Race, que garante a diversão e o sorriso no rosto da criança de 27 anos que vos escreve. Os controles de tração e estabilidade estão desligados e a respostas de toda a cavalaria é mais bruta. Entre na curva e dê mais acelerador que o necessário para sentir que tudo irá girar. Então alivio o pé direito e, com um leve contra esterço, tudo volta ao controle. Bem diferente do C43, com sua tração integral e maior suavidade. Nem parecem da mesma família.
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Ambos os cupês seguem as linhas dos demais carros da marca. Na traseira, Classe C, S e AMG-GT trazem traços semelhantes, com lanternas que invadem a tampa, laterais largas, ponteiras de escapamento e placa no para-choque. Retrovisores e spoiler traseiro em fibra de carbono são leves e belos, assim como as rodas de 19" pretas com borda diamantada guardando as pinças vermelhas - ou, se o sistema for de cerâmica, douradas. Há unidades prontas no Brasil, mas as opções de customização são diversas e podem ser escolhidas pelo cliente que espera, em média, três meses pelo desembarque do brinquedão exclusivo. A45 AMG e S65 Coupé AMG A AMG vende 40 modelos no Brasil, desde o Classe A até o Classe G, desde hatch, sedã e coupé até SUV grande e o superesportivo AMG-GT. Como tinha direito a mais algumas voltas no Velo Città, escolhi duas máquinas: o A45 AMG, porta de entrada da marca, e o S65 AMG Coupé, topo de linha que custa mais de R$ 1 milhão. O "baby AMG" foi o veículo oficial de aquecimento do evento. Em um trajeto travado montado com cones, ele mostrou o seu poder de aceleração, frenagem, direção e tração integral. Já dentro da pista pudemos soltar os 381 cv do 2.0 turbo (o 4-cilindros mais potente do mundo) com câmbio de dupla embreagem e sete marchas. A sensação é de guiar um kart colado ao chão, já que o A45 está em suas mãos em todas as situações. Não é bruto, é rápido. Instiga com os estouros do escape nas trocas de marcha e nas respostas de todo o conjunto. Pode parecer mentira, mas pedi passagem para dois C63 na pista, já que eu podia abusar do hatch e sua tração integral sem medo de escapar feio.
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Já o S65 AMG Coupé é algo de outro mundo. Por dentro, bancos enormes em couro branco, materiais não vistos nem em hotéis de cinco estrelas e uma tela no lugar do painel de instrumentos. Levando tudo isso, um motor V12 biturbo de 630 cv e 102 kgfm de torque! Com os números na cabeça, esperava a mesma esportividade do C63 e do A45, mas a sensação é de que, mesmo o Velo Cittá, não há como pisar fundo neste carro. O superlativo S65 joga mais no lado do conforto e toda a eletrônica, de certa forma, tira um pouco da adrenalina de pilotagem. Todas as respostas são mais lineares, então não parece tão rápido. Mas é. E o AMG-GTS? Esse o CARPLACE trará em breve, com um teste completo. Aguardem! Por Leo Fortunatti, de Mogi-Guaçu (SP) Fotos: Divulgação

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