Novo Honda Civic 2.0: o que disse a imprensa norte-americana

Após a chegada do novo Chevrolet Cruze e do renovado Nissan Sentra, as atenções do segmento de sedãs médios se voltam para o Honda Civic de nova geração. Com estreia prevista para agosto, o modelo pretende abalar a categoria com visual arrojado, acabamento refinado e uma série de equipamentos inéditos. Mas muitas dessas bossas só estarão disponíveis na versão Touring topo de linha, que também será a responsável por inaugurar a era turbo na Honda brasileira: virá com o novo motor 1.5 turbo e injeção direta, movido a gasolina. Só que este modelo será o flagship do Civic, com preço estimado em R$ 115 mil e um olho no cliente do Audi A3 Sedan. Para a maioria dos "meros mortais" caberá o Civic 2.0, que será vendido nas versões LXR e EXR, com valores previstos de R$ 90 mil e R$ 100 mil, respectivamente. O Civic 1.8 deixará de ser oferecido. Depois de ouvirmos maravilhas sobre o Civic 1.5 Turbo de 176 cv, queremos saber sobre o 2.0 - que afinal responderá pela imensa maioria das vendas por aqui. Vejamos então o que disse a imprensa norte-americana nas avaliações e testes do modelo de 158 cv, lembrando que no Brasil o propulsor 2.0 será o atual FlexOne de 155 cv de potência e 19,5 kgfm de torque - talvez com algumas modificações. A novidade principal, como lá nos EUA, ficará por conta do novo câmbio automático CVT no lugar da transmissão de cinco marchas usada hoje em dia. Ao adotar o CVT, o Civic segue a escola do Corolla e do Sentra em busca de maior eficiência energética. Redução de consumo e, consequentemente, emissões é a pauta do dia, e a Honda não poderia ficar de fora. Além de trazer o novo câmbio, o Civic mantém o modo Eco (acionado por um botão) que ajusta parâmetros do carro (como reduzir o funcionamento do compressor do ar-condicionado) e adota uma relação bem longa para a transmissão variável, baixando o giro do motor. O resultado, nos testes da revista Motor Trend, foi de bons 14,5 km/l de média - lembrando que a gasolina norte-americana é pura (sem adição de etanol). Na cidade, o Civic 2.0 fez 12,5 km/l e na estrada chegou a excelentes 18,1 km/l. Mesmo que esses números caiam um pouco na versão nacional, ainda assim haverá um avanço notável em relação ao carro atual. Ainda segundo a MotorTrend, "o motor 2.0 gera uma trilha sonora muito agradável, que estamos valorizando cada vez mais conforme a indústria vai caminhando para motores menores e turbinados". O câmbio CVT apresenta um funcionamento bastante suave com sua ausência de relações, mas, em geral, os clientes não gostam quando se acelera fundo e o giro do motor sobe e fica lá no alto, fazendo ele berrar. No caso do Civic, ao menos o ronco do motor é bacana. Na pista, o Civic 2.0 acelerou de 0 a 60 milhas por hora (96 km/h) em bons 8,6 segundos, o que é 0,8 segundo mais rápido que a versão anterior (com câmbio automático de cinco velocidades) - para efeito de comparação, o 1.5 turbo fez o mesmo em 7,2 segundos. Pelo incrível que pareça, o fato de o "câmbio CVT buscar rapidamente a relação ideal quando se acelera fundo faz o Civic responder de forma mais esportiva do que sugere a ficha técnica", escreveram. Nas medições de dirigibilidade o novo Civic ficou na média da categoria. Mas, no campo das sensações, o sedã da Honda ganhou adjetivos como "equilíbrio notavelmente neutro para um modelo familiar". A direção é leve e afiada, enquanto a inclinação da carroceria é pequena o suficiente para não ativar o controle de estabilidade (ao menos na maioria das situações) e abrir um sorriso no condutor. Já os caras do Leftlane só curtiram o Civic 2.0 com câmbio manual de seis marchas (que não estará disponível no Brasil), pois, na versão CVT, acharam que o motor se esforça demais sem que haja progresso significativo para a frente. No entanto, elogiaram a estabilidade na estrada, dizendo que o Civic está mais bem postado ao chão e com freios melhores (realmente um ponto fraco do modelo atual), apesar de a calibragem um tanto firme da suspensão ser demasiado rígida em condução cotidiana. Esperamos, então, uma evolução do Civic 2.0 em desempenho, consumo e tocada, além dos ganhos em espaço interno e design. Mesmo tendo o turbo somente numa versão "flagship" (contrariando o que a GM está fazendo com o novo Cruze), a Honda parece que voltará a ter um forte representante entre os sedãs médios. Fotos: Divulgação

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