Brasil e Argentina renovam acordo automotivo até 2020

Brasil e Argentina renovaram até 2020 o acordo automotivo entre os dois países, que venceria em 30 de junho. Em nota, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços informou no último sábado (25) que foi mantido o sistema flex, que prevê que o Brasil poderá vender, com isenção de impostos, até US$ 1,5 para cada US$ 1 importado do país vizinho. A renovação do acordo foi assinada pelo Comitê Automotivo Brasil/Argentina após reuniões realizadas na semana passada. O novo acordo prevê que, a partir de 1 de julho de 2019, se alcançadas as condições para o aprofundamento da integração produtiva e o desenvolvimento equilibrado de estruturas produtivas e de comércio, o flex do comércio bilateral do setor automotivo será de US$ 1,7 para cada US$ 1.
Brasil e Argentina renovam acordo automotivo até 2020
De acordo com o ministério, a renovação do acordo bilateral deverá conferir maior previsibilidade ao setor. “Depois de muita negociação, chegamos a um acordo por mais quatro anos, o que estabelece bases para o livre comércio automotivo a partir de 2020, uma grande vitória para a indústria nacional”, disse o ministro Marcos Pereira, em comunicado enviado à imprensa. Em junho de 2014, os dois países assinaram um acordo automotivo válido até junho de 2015. No final do ano passado, o acordo foi prorrogado e os dois países continuaram negociando as cláusulas para a renovação do acerto. O mecanismo chamado flex prevê que a cada US$ 1 que a Argentina vende ao Brasil em autopeças e veículos, as montadoras brasileiras podem exportar ao país vizinho US$ 1,5 com isenção do imposto de importação. Acima disso, os veículos brasileiros pagam tarifas de 35% para entrar no mercado argentino. Para tanto, os veículos precisam ter pelo menos 60% das peças e dos componentes fabricados no Mercosul. Fotos: Divulgação

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