Após fase Dacia, Renault do Brasil quer "gourmetizar" com Koleos e Kaptur

O Clio nacional nasceu em 1999 como primeiro Renault produzido no Brasil. Tinha acabamento refinado para um 1.0 e inovou como o primeiro "popular" a vir de série com airbags frontais. Só que o consumidor não aceitou pagar mais e logo a Renault aprendeu como tocava a banda por aqui: tudo pelo preço baixo! Logo os airbags do hatch se tornaram opcionais e ele mesmo, o Clio, nunca mais viu uma nova geração local. Enquanto na Europa o modelo foi evoluindo e se sofisticando, por aqui ficamos com o Sandero - projeto de baixo custo desenvolvido pela subsidiária Romena Dacia.
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Não que  a estratégia da Renault tenha sido equivocada: o Sandero vende muito bem, obrigado, e sua versão sedã Logan ainda tem uma das melhores relações custo-espaço do mercado. Só que agora a Renault do Brasil quer voltar a ser Renault - e não mais Dacia. Para isso, prepara a chegada de dois SUVs que podem mudar sua trajetória no mercado nacional: o luxuoso Koleos, recém-lançado na Europa, e o Kaptur, modelo de porte médio a ser montado sobre a plataforma do Duster (outro Dacia), mas com muito mais design e refinamento.
Após fase Dacia, Renault do Brasil quer "gourmetizar" com Koleos e Kaptur
Começando pelo Koleos, a Renault já definiu sua venda no Brasil para o início de 2017, com apresentação prévia no Salão do Automóvel em novembro. O SUV mede 4,67 metros de comprimento e tem 2,70 m de distância entre-eixos, o que significa que ele tem o porte de um Hyundai Santa Fe, por exemplo. O porta-malas leva 600 litros na versão para cinco ocupantes (há também uma de sete lugares) e a altura livre do solo é de bons 21 cm. Tração 4x4 é de série nas versões mais caras.
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Em termos de equipamentos, o Koleos tem como destaques o sistema de frenagem automática de emergência, alerta de saída de faixa e assistente de partida em rampa, além dos já comuns controles de estabilidade e tração, seis airbags e distribuição eletrônica de frenagem. Por dentro, seu diferencial é a central multimídia de 8,7 polegadas que mai parece um iPad de pé no painel, como já havíamos visto no novo Mégane - outro modelo que a "Daciarização" da Renault brasileira nos deixou sem. Os motores a gasolina podem ser um 2.0 de 145 cv ou 2.5 de 170 cv.
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Só que isso tudo não será nada barato: o preço estimado para o Koleos no Brasil é de R$ 150 mil. Passando ao Kaptur, a ideia é tê-lo como topo de linha da gama nacional. Aproveitará a plataforma e o motor 2.0 do Duster, mas com câmbio automático CVT (emprestado do Fluence) e acabamento interno caprichado, com painel de espuma injetada e uma respeitável lista de equipamentos. Preços deverão variar de R$ 80 mil a R$ 90 mil, para brigar contra Honda HR-V, Jeep Renegade e Nissan Kicks.
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A questão principal é a seguinte: após anos apostando em uma linha de baixo custo, será que a Renault tem imagem suficiente para voltar a vender carros mais caros? A julgar pela performance (pífia) do Fluence nas vendas, não será nada fácil...
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Fotos: Divulgação

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