Tradicionalmente com motor traseiro, 911 se adota propulsor aspirado em posição central. Mas só para corridas

Antes que os puristas matem ou morram, o 911 RSR é apenas um monoposto para competições de longa duração. Se a versão de rua do 911 traz o motor boxer instalado na traseira desde os anos 1960, sua versão de corrida aprendeu com o irmão menor, o Boxster, que instalar o peso do propulsor antes do eixo traseiro faz bem para a dinâmica. 

O motor é o clássico boxer de 4.0 litros com seis cilindros contrapostos, naturalmente aspirado e com injeção direta. Dependendo do restritor, exigência para equilibrar potência em algumas categorias, o RSR chega aos 510 cv, que se comunicam com o asfalto por um câmbio sequencial de seis marchas e tração apenas traseira. Esta posição permitiu um novo desenho do extrator traseiro e do aerofólio pela equipe de aerodinâmica, resultando em maior pressão em altas velocidades, mas sem perder a silhueta básica do 911.

O peso total é de 1.243 kg, mas a distribuição dessa massa nos eixos ainda é mantida sob sigilo pela Porsche. Tradicionalmente, o 911 tem mais peso na traseira, o que deve ter se equilibrado agora com a adoção do motor central. 

 

2017 Porsche 911 RSR: LA 2016

 

O Porsche 911 RSR participará de 19 corridas da LM-GTE, inclusive as 24 Horas de Le Mans. Pensando nos inevitáveis acidentes, os painéis da carroceria são substituíveis rapidamente com o uso de presilhas estrategicamente instaladas. 

Como nos carros de rua, o 911 de competição traz um assistente de, digamos, pilotagem. O aviso de colisão dianteira é útil em etapas de longa duração durante à noite, principalmente em altas velocidades e em modelos como protótipos, que possuem menos iluminação. Por dentro, o banco é fixo. Para regular conforme a altura de cada piloto, os pedais é que são móveis. 

O 911 RSR fará sua estreia em 28 de janeiro de 2017, durante as 24 Horas de Daytona.

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Porsche 911 RSR em Los Angeles