Veja todas as especificações técnicas, versões e detalhes sobre o hatch compacto que promete ser o mais avançado em termos tecnológicos pelos próximos anos

Ontem, conseguimos trazer a vocês as imagens da sétima geração do Ford Fiesta uma hora antes de elas serem reveladas ao mundo. Mas ainda ficaram faltando os dados técnicos do novo hatchback compacto. A Ford fez pouco suspense: já temos tudo que gostaríamos de saber sobre o carro. Na verdade, ainda falta saber como ele se comporta, mas isso deve demorar um pouco mais de tempo, especialmente aqui no Brasil.

O novo Fiesta tem 4,04 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,48 m de altura e 2,49 m de entre-eixos. Se você comparar essas medidas com as do modelo atualmente à venda, vai se surpreender. Elas são muito próximas: respectivamente 3,97 m, 1,72 m, 1,46 m e 2,49 m.

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Isso é fácil de explicar: a plataforma do Fiesta é a mesma do anterior, a B Global. Ela não sofreu modificações, como esperávamos. Apenas ajustes leves, mas significativos. O maior emprego de aços de alta e ultra alta resistência deixaram rigidez torcional da carroceria 15 por cento mais alta, algo em que soldas a laser e suportes mais firmes para o subchassi dianteiro também ajudam. O coeficiente aerodinâmico está em incríveis 0,29, marca que só sedãs eram capazes de atingir há alguns anos. A bitola dianteira ficou 3 cm maior e a traseira, 1 cm. A distância entre-eixos também aumentou em 4 mm. Segundo a Ford, as mudanças foram necessárias para que rodas de aro 18" coubessem no Fiesta.

Com mudanças tão sutis, isso nos leva à primeira polêmica em relação ao modelo: dá para chamar de nova geração um modelo que conserva a plataforma anterior? Somos partidários de que sim, é possível, se as mudanças forem expressivas. E se não houver peças de carroceria intercambiáveis, como parece ser o caso.

O novo Fiesta terá cinco versões, uma a mais do que as quatro que citamos antes. A de entrada será a Trend. Depois vêm Titanium, ST-Line e as novidades, a Vignale, uma versão de luxo, e a Active, aventureira. O nome deve render polêmica com a Chevrolet, que adota Activ para seus aventureiros, tanto no Brasil quanto lá fora.

Os motores do Fiesta 2017 não serão exatamente aqueles que informamos. O de entrada a gasolina deixa de ser o 1.2, um veterano na Europa. No lugar dele entra um novo 1.1 da família Fox, a mesma do 1.0 EcoBoost. Naturalmente aspirado, ele rende 70 cv e 85 cv e só usa um câmbio manual de 5 marchas. Daí em diante entra o 1.0 EcoBoost, com 100 cv, 125 cv e 140 cv, como já havíamos mencionado. Todos com câmbio manual de 6 marchas. O de 100 cv tem também a opção de um automático de 6 marchas. Aparentemente se trata da transmissão Powershift, de dupla embreagem, mas a Ford a chama apenas de automática, sabe-se lá por quê...

O 1.6 EcoBoost de 210 cv ainda não foi confirmado, mas já se fala em uma versão com 182 cv (a de 210 cv seria para o novo ST200). Entre as versões diesel, o 1.5 TDCi oferece duas potências diferentes: 85 cv e de 120 cv. O câmbio é sempre manual de 6 marchas.

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O Fiesta tem duas opções de rodas de aço estampado, de aros 15" e 16". Com rodas de liga leve, as opções são de aro 15" a 18". Há 12 opções de cores, das quais 4 são novas: Absolute Black, Blazer Blue, Bohai Bay Mint, Deep Impact Blue, Frozen White, Magnetic, Moondust Silver,  Race Red e as novidades Blue Wave, Chrome Copper, Milano Grigio, Ruby Red.

O Fiesta terá, como itens de segurança de série, 6 airbags, ESC, pré-tensionadores dos cintos dianteiros e traseiros, fixações Isofix, desativação do airbag do passageiro, frenagem de emergência e lembrete de cinto de segurança desafivelado para todos os assentos.

Segundo a Ford, o Fiesta será o hatch compacto tecnologicamente mais avançado do mundo. Seu sistema de detecção de pedestres consegue impedir colisões à noite. O assistente de estacionamento, chamado Active Park Assist, freia o carro sozinho para evitar batidas por distração. Seu motor 1.0 EcoBoost poderá ter desativação de cilindros (a pergunta é quantos, considerando que ele só tem 3). O Fiesta terá também algo que quem gosta de dirigir vai amar: Electronic Torque Vectoring Control. Em outras palavras, vetorização de torque, para curvas mais rápidas. A nova suspensão garante uma aderência em curvas em 10 por cento e diminui as distâncias de frenagem em 8 por cento.

Em termos de refinamento, um teto solar panorâmico o torna mais sofisticado, além do sistema B&O Play, com 10 alto-falantes. A versão Vignale garante o luxo. Sobre a Active, o que se sabe é que ela terá suspensão 1,8 cm mais alta que a do modelo normal, o que elevará sua altura total para 1,50 m se não contarmos o rack de teto, que também é de série. Mas já estamos melhor do que na apresentação, em que apenas as fotos nos contavam o que seria a sétima geração do Fiesta. Se ele for tudo o que a Ford promete, vai deixar a concorrência preocupada. 

 

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