Rumores falam em versão autônoma da Chrysler Pacifica

Já é uma realidade que automóveis e tecnologia estejam cada vez mais ligados. Mas, nesta sexta-feira (9), parece que a FCA deu um passo à frente ao preparar seu próximo lançamento para a CES (Consumer Electronics Show), em Las Vegas, e não para o Salão de Detroit, que acontece em janeiro.

Isso significa que, pela primeira em vez em sete anos, a FCA não vai revelar nenhum veículo no maior salão automotivo da América. De acordo com o Detroit Free Press, isso provavelmente se deve ao fato de as novas gerações do Jeep Wrangler e da Dodge Ram 1500 não terem ficado prontas a tempo. 

 

2017 Chrysler Pacifica Hybrid: First Drive

 

Em entrevista à publicação norte-americana, o porta-voz da FCA, Rick Deneau, confirmou os planos do grupo de lançar um carro pela primeira vez na CES, embora não tenha revelado qual seria o modelo. Rumores falam na Chrysler Pacifica People Mover, versão com condução autônoma que está sendo desenvolvida em parceria com o Google. Que, cá entre nós, não é exatamente um carro novo...

Com isso, o grupo ítalo-americano segue os passos da GM, que fez a estreia do elétrico Chevrolet Bolt na maior feira de eletrônicos do mundo, com os demais detalhes revelados posteriormente, em Detroit. 

 

 

2017 Chrysler Pacifica Hybrid: First Drive

 

Futuro dos carros

A estratégia não é atitude isolada. Nesta semana, a FCA comprou um espaço publicitário no site Projeto Draft para divulgar uma entrevista com o executivo Stefan Ketter, presidente da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para a América Latina e vice-presidente mundial de manufatura do grupo. Nela, o executivo fala sobre perspetivas para o futuro, bem como mudanças no comportamento dos consumidores de carro. 

Abordando temas como conectividade e novas tecnologias, Ketter fala da revolução tecnológica que está por vir, ressaltando a importância do smartphone nesse processo. “Creio que o carro vai se transformar em um aplicativo do smartphone, e não o contrário”, diz ele. É evidente que a FCA não quer perder a chance de ser vista como uma empresa moderna. Mesmo que esse futuro soe ameaçador para sua própria razão de existir.  

Fonte: Detroit News/IndustryWeek  

Fotos: Motor1

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