Equipe do Motor1 França testa terceira linhagem do compacto, desenvolvida no Brasil

Habituados a um modelo bastante compacto, cuja plataforma na geração passada derivava da base do Fiat 500, os franceses até que foram bastante receptivos à terceira linhagem do Ford Ka. Desenvolvido principalmente no Brasil e na Índia, o modelo desembarca na Europa importado do país asiático com porte superior e, pela primeira vez, unicamente com carroceria de quatro portas.

Oferecido com preço inicial de 9.990 euros e posicionado abaixo do Fiesta, o novo compacto não lembra em nada a linhagem anterior. Segundo os franceses, a fórmula agrada especialmente por lembrar as linhas do irmão maior (agora em nova geração), mas não deixa de ser um tanto clichê.

Essai Ford Ka+ (2016) - 1.2 Ti-VCT 85

Por dentro, a layout geral do painel igualmente lembra o Fiesta, mas a publicação atenta para o uso de plásticos rígidos e básicos no acabamento. Entre os equipamentos, elogios para o uso de itens como ar-condicionado automático, controle de cruzeiro, volante revestido em couro, bancos aquecidos e outros mimos. O "porém" fica apenas para a ausência de uma central multimídia com tela sensível ao toque e navegação GPS - falta sentida também no Brasil.

Menções positivas foram dadas também para quesitos como visibilidade, dirigibilidade, isolamento acústico e conforto. "É um carro seguro e divertido de dirigir", disseram nosso colegas. Sob o capô, a crítica vai para a ausência de motor 1.0 EcoBoost, preterido em favor do 1.2 Ti-VCT (projeto dos anos 1990) com potência de 70 cv ou 85 cv. O desempenho (0 a 100 km/h em 13,3 segundos) é satisfatório apenas para uso urbano.

Essai Ford Ka+ (2016) - 1.2 Ti-VCT 85

Conclusão

Apesar de alguns pontos falhos, o Ka é recomendado pelos franceses como o carro ideal para quem busca algo racional, barato e prático para uso urbano. Chega a ser mais indicado até mesmo que o Dacia Sandero, um dos principais rivais a serem enfrentados. 

Fotos: Tran Ha / Motor1.com

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