Responsável pela convocação global de 50 milhões de carros, Takata agora busca comprador para evitar falência

Descoberto em meados de 2013, o escândalo que envolve problemas no funcionamento dos airbags produzidos pela empresa Takata já afetou aproximadamente 50 milhões de veículos em todo o mundo. E ele também se tornou o maior do Brasil. Ainda que envolvendo 14 fabricantes diferentes, ele tem uma mesma razão para todas. E convocou, até agora, algo em torno de 2,1 milhões de carros só por aqui. O maior recall do Brasil até então havia sido o do Chevrolet Corsa de primeira geração, com 1,3 milhão de unidades convocadas para reparo.

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De todas as fabricantes envolvidas, Toyota, Honda e Nissan são as que apresentam o maior número de carros convocados - praticamente 90% desse total. A proporção tem relação com o fato de a Takata também ser de origem japonesa e estabelecer, com as empresas de seu país sede, uma parceria de longa data. A explicação também vale para casos envolvendo Mitsubishi, Subaru e Lexus.

Outras fabricantes envolvidas por aqui são Jeep, Chrysler, RAM, Fiat, Audi, BMW, Mercedes-Benz e Volkswagen.

À beira da falência

Tomada por um problema de tamanha proporção, a Takata não poderia estar em outra situação que não à beira da falência. Entre multas, gastos com investigações, reposição de peças e impostos, as dívidas da empresa somam algo em torno de US$ 10 bilhões - enquanto seu valor de mercado não passa dos US$ 450 milhões.

Ainda assim, a empresa tem capacidade para gerar US$ 5,4 bilhões em receitas todo ano e, por conta disso, tem despertado a atenção de compradores. Agências internacionais apontam que a Key Safety Systems, de capital norte-americano, tem grandes chances de adquirir a companhia. A conferir.

Foto: divulgação

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