Promessa de crescimento para a Opel inclui a venda de seus modelos no exterior. Brasil pode ser um dos destinos

Na próxima segunda-feira, dia 6, a PSA deve anunciar oficialmente que comprou a Opel, segundo a Reuters. A história vem se arrastando há alguns dias e as discussões já foram confirmadas por ambas as partes, mas a certeza do negócio deveria deixar os brasileiros em uma alta expectativa. Isso porque um dos pés do acordo é a promessa da PSA de que a Opel estará presente em mais mercados do que apenas na Europa. Em outras palavras, seus produtos podem ser vendidos em todos os mercados em que a PSA atua. Entre eles, o nosso. O que você acharia de ter Corsa, Astra e até Zafira de volta?

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Duas coisas que emperravam a negociação eram justamente cláusulas de "não-competição" e um passivo gigantesco da Opel com fundo de pensão (US$ 10 bilhões). Aparentemente, a coisa desatou quando a GM concordou em colocar bem mais do que os US$ 2 bilhões que ela havia oferecido inicialmente para cobrir esse rombo. E a PSA concordou em não usar os Opel para competir com a GM em mercados importantes, como a China. Será que o Brasil está incluído? Se não estiver, abre-se uma tremenda janela de oportunidades. Tanto para a PSA quanto para os clientes brasileiros.

 

PSA may announce Opel acquisition on Monday

 

Nenhuma das marcas da PSA (Peugeot, Citroën e DS) conseguiu se estabelecer no Brasil em segmentos como os de sedãs e hatchbacks médios. E a Opel, travestida de Chevrolet, sempre foi forte entre eles por aqui. Basta nos lembrarmos de Vectra e Astra, respectivamente.

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O que dizer dos modelos compactos? Enquanto o 206 desfrutou de relativo sucesso, ele nem se compara ao que o Corsa teve nestas terras, especialmente em sua primeira geração.

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Picasso e C4 Picasso também não venderam mal, mas nada comparado à Zafira. E, legalmente falando, a patente de todos os nomes de modelos da Opel vendidos no Brasil é da Opel. Se ela deixar de ser GM, leva consigo as patentes que registrou.

 

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O plano da PSA é globalizar a Opel, ganhar escala, dividir componentes, como plataformas, e provavelmente atuar em segmentos nos quais as marcas da PSA não são tão fortes, de forma complementar, como Fiat e Jeep fazem hoje no Brasil na estratégia da FCA.

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As perguntas que ficam são: o que seria competitivo se viesse importado da Europa? Com as cotas de importação, talvez apenas modelos de luxo, como o Insignia, para competir com o Fusion. E seria um segmento em que a Chevrolet não atua, depois de desistir do Malibu. E como seria uma rede de distribuição da Opel em países em que ela ainda não atua, como o nosso?

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No futuro, com produção local (na Argentina, provavelmente) e uma rede definida, poderiam vir também o Astra e o Corsa. Talvez até um Combo Tour. Eventualmente o Crossland X, que nada mais é do que um Aircross com carroceria mais interessante. Mas isso é coisa que só saberemos na segunda, se a Reuters estiver certa. Se pudesse escolher, que carros da Opel você gostaria de ver de volta às ruas do Brasil?

Fotos: divulgação

Montagem: Gustavo Henrique Ruffo

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