Mesmo com emplacamentos em queda, indústria mostra números positivos

O resultado do PIB de -3,6% apurado em 2016 mostra como a produção nacional despencou. Como reflexo do baixo consumo no país, a indústria automotiva investiu na busca de mercados externos para contribuir nos resultados, embora o volume não seja suficiente para ocupar a capacidade de produção ociosa.

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Em coletiva realizada nesta terça-feira (7), a Anfavea (Associação Nacional de Veículos Automotores) divulgou números que mostram expressiva queda no número de emplacamentos em fevereiro, mas crescimento no volume de veículos produzidos e o melhor mês de exportação de carros brasileiros.

 

Fabrica Jeep Renegade - Goaiana

 

A produção de veículos voltou a crescer. Com 200,4 mil unidades produzidas em fevereiro, a indústria comemora o bom aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2016. Apesar do resultado positivo, Antonio Megale, presidente da Anfavea, considera este volume muito abaixo do ideal, citando que esta produção é basicamente a mesma de 11 anos atrás (2006).

Outro ponto positivo apresentado pela Anfavea é o nível de empregos, que se manteve estável, com discreto crescimento de 0,3%. O número de postos de trabalho passou de 121,1 mil em janeiro para 121,5 mil em fevereiro. A boa notícia é que não houve retração.

Em contrapartida, o resultado de licenciamentos em fevereiro registrou queda de 7,8% em relação a janeiro, com 135,7 mil unidades. Para a Anfavea, esta retração também é reflexo da menor quantidade de dias úteis por conta do Carnaval.

 

Fabrica GM Gravatai - Onix

 

Se o mercado interno ainda patina, as exportações salvaram o mês. Comemorando o melhor mês de fevereiro da história em exportações, a indústria registrou o expressivo crescimento de 74,4% comparado a janeiro. Neste período, foram exportados 66.268 veículos. Na comparação com fevereiro de 2016, o resultado é ainda melhor: crescimento de 82,2%.

Mesmo neste cenário complicado, a Anfavea reforça sua aposta na recuperação da economia como reflexo de novos investimentos em infraestrutura e, consequente, geração de empregos, mas ressalva que é preciso que as promessas saiam do âmbito do anúncio e efetivamente aconteçam.

Mantendo o discurso otimista, a Anafavea espera que a indústria comece a dar sinais mais significativos de crescimento no segundo semestre e coloca como expectativa para o crescimento neste ano a meta de 11,9% e um volume de produção de 2,413 milhões de unidades.

 Fotos: divulgação/arquivo Motor1.com

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