Vazamento do Wikileaks traz à tona questão polêmica envolvendo a agência norte-americana

Carros conectados podem ser convenientes, mas também oferecem riscos. Para colocar o assunto novamente em questão, nesta semana o WikiLeaks vazou uma série de documentos que comprovam o interesse da agência de inteligência norte-americana - CIA - no hackeamento de automóveis. O mais assustador no conteúdo desses relatórios é que a agência poderia, em tese, usar os automóveis modernos para cometer "assassinatos quase imperceptíveis".

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Como prova, um documento específico se refere a carros com o software automotivo BlackBerry Ltd.’s QNX, usado em mais de 60 milhões de veículos. O QNX é citado como uma das "ferramentas potenciais para missões" da Divisão de Dispositivos Conectados, um braço da CIA que é acusado de ter colaborado com o MI5, o serviço secreto britânico, para hackear smartphones como os sistemas Android e Apple, além de Smart TVs da Samsung. Após serem atacados pelo malware oculto, os dispositivos poderiam se transformar em escutas ou até mesmo serem controlados por terceiros. 

Este não é o primeiro caso de ameaça virtual a automóveis. Uma falha já demonstrada por hackers há algum tempo, como exemplo no caso do Jeep Cherokee que foi hackeado e teve a direção, partida do motor e vários comandos acionados remotamente.   

Enquanto as agências federais dos EUA abrem uma investigação sobre este vazamento, ainda existem mais de 10.000 documentos para serem analisados, o que indica que novas informações sobre os planos da CIA de hackear veículos ainda podem vir à tona. E você preocupado com a central multimídia em vez de ESP e airbags... 

Fotos: divulgação

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