Pilotamos a nova scooter nacional no Rio de Janeiro

Responsável por 5,4% do mercado de duas rodas no Brasil e com expectativa de aumento nos próximos anos, o segmento de scooters vem ganhando novos adeptos dia após dia, com diferentes perfis: 1) o público feminino, que vem colocando charme no trânsito com sua vaidade, fazendo da motinho uma extensão de suas roupas; 2) as pessoas que estão se iniciando neste mundo e vêem o scooter como porta de entrada; 3) os proprietários de motos de média a alta cilindrada que procuram algo mais prático (e discreto) para locomoção diária; 5) donos de carro que enxergam as scooters com uma solução econômica e simpática para o trânsito; 6) os profissionais de entrega que encontram maior praticidade para substituir as motos tradicionais; Bom, todo esse público acaba de ganhar mais uma bela opção, a nova Honda SH 150i.
 

O que é?

No mercado mundial desde 1984, a família SH (Small Honda) tem como característica as rodas grandes e o assoalho plano, fruto da engenharia de seu chassi do tipo underbone com tubos de aço. O visual de clássico modernizado remete ao Mini Cooper e ao Fiat 500, ou seja, percebe-se o conceito retrô, mas acompanhado de detalhes modernos. A SH 150i tem linhas aerodinâmicas nas laterais e no conjunto ótico, que forma um mesmo plano com a carenagem dianteira. A posição de pilotagem é ereta, enquanto o assento em dois níveis vem com dupla textura e costura aparente. Debaixo dele estão o porta objetos, com volume de 25 litros, e o tanque de gasolina de 7,5 litros. Compensando o pequeno espaço para bagagem, as alças do garupa formam um só corpo com o bagageiro, já prevendo a instalação de baú.

 

Honda SH150i
 
O painel vem com três instrumentos analógicos: velocímetro ao centro, indicador de temperatura à esquerda e de combustível à direita; Temos ainda as lâmpadas indicadoras e um mostrador digital com hodômetro total/parcial e consumo médio e instantâneo. Quanto aos comandos, no lado direito há o botão de ignição e o do idling stop, que desliga o motor em paradas curtas. Na esquerda temos, de cima para baixo, o comutador e lampejador de farol alto, a buzina e os indicadores de direção.
 
Por ter chave de presença, na "saia" da SH do lado direito encontra-se um botão giratório que permite a abertura do assento, por um comutador ao seu lado, além da ignição e da trava do guidão. No mesmo nível à esquerda existe um porta luvas com tomada de 12 V.
 
Honda SH150i

 

A SH 150i compartilha do mesmo motor da Honda PCX, um monocilíndrico de 4 tempos com 149,3 cc, duas válvulas, com comando simples no cabeçote e refrigeração líquida, com modificação no mapeamento eletrônico e um novo escapamento, conferindo-lhe um ganho de 1,5 cv de potência: são 14,7 cv a 7.750 rpm e torque de 1,4 kgfm a 6.250 rpm (contra 1,36 kgfm a 5.000 rpm na PCX).
 
Segundo o fabricante, a entrega de potência é mais rápida na SH, mas ambas possuem a mesma velocidade final. Uma característica deste motor é sua baixa vibração devido aos balacins roletados do seu eixo de comando. A transmissão é automática do tipo CVT (Continuously Variable Transmission) e conta com o sistema eletrônico ESP (Enhanced Smart Power) que permite, em velocidades constantes, "alongar" a relação, reduzindo as rotações do motor e consequentemente o consumo de combustível.

 

Honda SH150i
 
Quanto à suspensão, rodas e freios, a SH 150i se assemelha à sua irmã maior, a SH 300i, diferindo nas dimensões dos componentes. A 150i traz garfos telescópicos na dianteira com curso de 100 mm e duplos amortecedores na traseira com 95 mm de curso, com 5 ajustes da pré carga. As rodas são aro 16¨ com pneus 100/80 na dianteira e 120/80 na traseira. Os freios são a disco com ABS, de 240 mm de diâmetro em ambas as rodas, com pinça flutuante de dois pistões na dianteira e um na traseira. A iluminação é toda em LED, com exceção dos indicadores de direção traseiros.

Como anda?

Para as primeiras impressões de pilotagem fomos ao Rio de Janeiro, onde percorremos exatos 47,6 km divididos entre pista livre, trânsito e subidas. Inicialmente rodamos alguns quilômetros com a PCX, para propositadamente notarmos as diferenças. A postura é bem diversa. Na SH ficamos sentados e o banco, além de mais confortável, é mais alto (799 mm contra 761 mm). A distância do solo também é maior na novata (146 mm contra 138 mm), sendo que ela transmite mais confiança em situações imprevistas.
 
Honda SH150i
 
O som do motor é o mesmo da PCX. Como o primeiro trecho era de pista livre, no aterro do Flamengo, andamos a 90 km/h.Aproveitei para verificar a frenagem e retomada, com boas respostas, ausência de vibrações e ótima estabilidade. Do aterro pegamos um trecho de trânsito onde aproveitei para passar por todas as irregularidades do asfalto e buracos que encontrei. A SH se comportou muito bem, sem desequilibrar ou dar batente na suspensão.
 
Para passar entre os carros, a posição de pilotagem te deixa bem à vontade para fazer o contra esterço, além de a resposta do motor ser rápida. Assim, costurando pelo trânsito em comboio, pegamos a Lagoa com pista livre e pudemos deslanchar novamente. A SH150i acelera bem, freia bem, manobra bem e é bem fácil de pilotar.
 

 

Honda SH150i
 
Da Lagoa fomos para o Horto acessar uma estrada tortuosa, estreita e de mão dupla que leva à Vista Chinesa - ponto turístico do Rio. São três quilômetros de subida, e tem momentos em que ela é bem inclinada. Nesse momento observei que meu consumo médio indicava 48 km/litro. Quando terminei, a média caiu para 32 km/litro, para se ter ideia da exigência da subida.
 
Essa subida é bem travada com curvas para os dois lados. Mas foi muito fácil contorná-las, pois a SH tem entreeixos curto, de 1340 mm, então você abre e fecha a curva dentro da sua faixa. E fôlego não faltou, até pulei algumas lombadas com mais vontade pra ver se a scooter desequilibrava, mas foi em vão.
 
Honda SH150i
 
De volta ao aterro, mantive a velocidade constante para verificar o funcionamento do ESP (que "alonga" a relação do CVT) e consegui um consumo instantâneo de 58,2 km/litro a 50 km/h. No geral, os comandos da SH ficam bem à mão e são fáceis de acionar (tipicamente Honda), enquanto o conforto da chave de presença faz diferença. Ao final do passeio, observei o consumo médio: 42,9 km/litro.
 
Retornando ao hotel com a PCX, tive a sensação que para uma viagem ela seria mais confortável, pois o guidão te deixa mais relaxado. Mas, fora isso, a SH é mais confortável e segura para rodar. 

Quanto custa?

Com vocação prioritariamente urbana, a SH150i  é uma excelente opção para driblar o trânsito das cidades grandes. Concorre em casa (PCX) e fora dela (Yamaha NMax), mas chegou com preço competitivo e bem equipada, tendo como diferenciais as rodas grandes e a chave presencial. Com 3 anos de garantia, sem limite de km e 7 trocas de óleo gratuita nas revisões, está disponível em versão única, nas cores azul claro perolizado, azul escuro perolizado e prata fosca, ao preço sugerido de R$ 12.450.
 
Por Eduardo Silveira, do Rio de Janeiro
Fotos: divulgação
Viagem a convite da Honda

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