Modelo que já foi o mais importante da Fiat no país deverá ser mantido apenas nas versões de entrada

Lançado em 1996 como fruto do projeto mundial 178, o Palio foi por muitos anos o carro mais importante da Fiat no Brasil. Em 2014, com duas gerações vendendo ao mesmo tempo, ele foi o responsável por destronar o Gol da liderança de vendas do mercado nacional após 27 anos ininterruptos de soberania do hatch da VW.

Mas, de lá para cá, o Palio não teve mais forças para enfrentar a concorrência renovada e perdeu as primeiras posições do ranking de vendas para o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, entre outros. Nesta primeira quinzena de maio, sequer apareceu no Top 20 de emplacamentos da Fenabrave. Afinal, o que será do Palio?

 

Fiat Palio Essence 1.6 16V

 

Como dissemos desde o início sobre o projeto X6H, que deu origem ao Argo, ele foi feito para substituir o Punto, mas também acabará invadindo a seara do Palio em suas versões mais caras. Simples: parece pouco lógico que alguém opte por um Palio podendo levar um Argo, maior e mais moderno, mesmo com motor menos potente. Por isso, segundo ouvimos de fontes ligadas à Fiat, a tendência é que as versões mais caras do Palio, com motor 1.4 e 1.6, deixem de ser fabricadas até o fim deste ano. 

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Já a versão 1.0 deverá ser reposicionada, criando uma espécie de novo "Palio Fire". A ideia é fazer uma versão de custo baixo, para atuar entre o Mobi Easy e o Uno Drive - vale lembrar que o Palio manterá o velho motor 1.0 Fire, enquanto o Uno já possui o novo 1.0 Firefly. Então, o Palio ficaria como opção de carro de entrada da Fiat para quem precisa de mais espaço que o Mobi. Acabaria desse modo assumindo a missão que por muitos anos foi do Mille, modelo que o Palio veio substituir e acabou convivendo por longos anos. Será assim com Palio e Argo? Só o tempo vai dizer...    

Fotos: divulgação 

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