Hatch reestilizado chega no fim do ano com câmbio automático e o novo motor 1.5 de 3 cilindros

O Fiesta seguirá os passos do irmão EcoSport e vai aposentar o polêmico câmbio Powershift de dupla embreagem. No lugar, o hatch usará o mesmo câmbio automático de 6 marchas semelhante ao do Fusion, que o Eco acabou de estrear. Além disso, o Fiesta 2018 também fará uso do novo motor Dragon de 1.5 litro e 3 cilindros.

 

Flagra - Ford Fiesta reestilizado

 

Flagrado por nossa equipe na semana passada com a carroceria camuflada, o Fiesta 2018 brasileiro não seguirá os passos visuais do novo modelo europeu. Em compensação, a reforma será bem mais extensa do que leve facelift permite antever. Conforme aconteceu com o EcoSport, o hatch vai receber um novo painel e acabamento mais refinado, além de, finalmente, a multimídia Sync 3 - haverá ainda uma central mais simples, com tela menor e menos recursos, nas versões de entrada. Em termos visuais, o Fiesta terá novos para-choque dianteiro, faróis com feixe de LEDs e lanternas com novas lentes.

 

Ford 1.5 3-cilindros

 

Mecanicamente, o motor 1.6 Sigma de 4 cilindros dará lugar ao novo 1.5 de 3 cilindros, que entrega 137 cv de potência e 16,2 kgfm de torque. Inicialmente importado da Índia, o propulsor promete uma redução de peso, tamanho e consumo na comparação com o 1.6. Tem bloco de alumínio, comando duplo variável, coletor de escape integrado ao cabeçote, válvulas com tuchos hidráulicos e balancins roletados. Para reduzir o nível de vibração, mais intensa em motores de 3 cilindros, a Ford aplicou um eixo balanceiro com mancal hidrodinâmico. 

Para acompanhar o Dragon, haverá versões com câmbio manual de 5 marchas ou automático de 6 marchas. Com isso, o Fiesta tende a voltar a ganhar mercado e posicionar a Ford contra os novos Fiat Argo 1.8 e VW Polo - esta que estará chegando mais ou menos na mesma época do Fiesta, no último trimestre de 2017. 

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Resta a dúvida sobre o que a Ford vai fazer com a versão 1.0 EcoBoost do Fiesta, que hoje existe em apenas duas versões (SEL e Titanium Plus) e representa volume muito baixo de vendas. Já o Ka não deve receber o câmbio automático tão cedo, visto que o grande volume do modelo está concentrado nas versões 1.0. E tudo que a Ford não precisa neste momento é criar concorrência interna. 

Fotos: Motor1.com

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