Carro elétrico misterioso foi confirmado recentemente pelo CEO David Powels

Acontecido na semana passada em Taubaté, no interior de São Paulo, o evento que celebrou a produção de 8 milhões de unidades do Volkswagen Gol acabou se revelando bem mais que uma simples cerimônia. Na prática, tornou-se palco para a confirmação de uma série de novidades, entre elas 3 SUVs e uma inédita picape de porte intermediário. Em meio à divulgação deste recheado pacote, um anúncio, em especial, chamou atenção: a vinda, segundo o CEO David Powels, de um carro elétrico de identidade não revelada. É sobre ele que falaremos.

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Quando publicamos detalhes desta cerimônia na última sexta-feira (7)apostamos que o referido carro elétrico seria inédito e, possivelmente, integrante da chamada linha I.D. (sigla que identifica os futuros carros verdes da marca). Em contato conosco, porém, a própria Volks esclareceu os fatos: não se trata de nenhum modelo nunca antes lançado, mas sim de algo já presente no portfólio de hoje. Diante desta constatação, o cenário mudou e nossas apostas, naturalmente, foram redirecionadas.

 

VW Golf GTE 2018

 

Atualmente, as opções elétricas que a VW vende mundo afora são, entre outras, os modelos e-up! e e-Golf. Ambos se enquadram na tese de que será algo "não-inédito", mas divergem de flagras realizados por aqui. Isso porque o que os engenheiros testam em solo brasileiro é o Golf GTE, que na verdade é um híbrido e não um modelo 100% elétrico. Embora não seja movido unicamente a eletricidade, ele também é um forte candidato a ser o tal "carro verde" prometido por Powels.

 

VW Golf GTE 2018

 

Como bem disse o executivo na coletiva em Taubaté, a ideia de lançar algo neste segmento não implica altas expectativas de venda. O propósito é ter um carro de nicho, capaz de demonstrar aos consumidores brasileiros o interesse da marca nos sistemas de propulsão do futuro. Além do mais, o lançamento depende de certas burocracias que envolvem incentivos governamentais para a categoria. Atualmente, elétricos são isentos do Imposto de Importação (35%), enquanto híbridos recebem desconto de acordo com a eficiência energética.

Se os planos prosperarem, teremos o Golf GTE (ou quem sabe até o e-Golf) rodando em vias brasileiras antes de 2019. 

Fotos: divulgação

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