Na contramão do mercado, scooters tiveram alta de 46% no ano

O mercado brasileiro de motocicletas teve recuo de 11% nas vendas no primeiro semestre de 2017 (402.315 unidades), quando comparado a igual período do ano passado. Já o recuo na produção foi de 8,8% (423.750), segundo dados da Abraciclo revelados nesta semana em coletiva de imprensa em São Paulo. 

 

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Apesar do cenário ainda nebuloso, a entidade mantém as projeções feitas no começo do ano: 910 mil motocicletas produzidas até dezembro, o que representaria uma alta de 2,5% em relação a 2016. Vale lembrar que, em geral, o mercado responde melhor no segundo semestre e que as exportações estão com alta de 4,1% no ano, puxada principalmente pela Argentina. 

 

Honda SH150i

 

No mês de junho, foram produzidas apenas 50.259 motos, um recuo de 38,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já com relação a maio, a queda foi de 35,3%. Único segmento que vem se destacando é o de scooters, que cresceu nada menos que 46% no ano, chegando a 25.848 unidades comercializadas. 

 

Yamaha Factor 150 UBS

 

Quando a análise é feita por cilindrada, temos o mercado negativo em 13% até 160 cc, queda de 13% de 450 a 800 cc e recuo de 2,5% nas motos acima de 800 cc. Apenas as motos entre 161 e 449 cc tiveram alta em 2017, com 4,1% positivos. 

Confira abaixo a tabela das marcas mais vendidas (percentual em relação ao ano passado)

 

1) Honda - 328.419 (-14,1%)

2) Yamaha - 55.755 (17,3%)

3) Dafra - 3.714 (-13,2%)

4) Suzuki - 3.634 (-32,5)

5) BMW - 3.433 (17,6%)

6) Harley-Davidson - 2.474 (15,3%)

7) Kawasaki - 2.216 (-30,2%)

8) Triumph - 1.959 (6,1%)

9) Ducati - 585 (-7,9%)

10) Indian - 126 (-66,2)

 

Reportagem: Eduardo Silveira

Fonte: Abraciclo

Fotos: divulgação

 

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