Em entrevista à agência Autodata, o presidente da filial David Powels disse que terceira posição não é lugar para a marca

O lançamento do novo Polo, previsto para novembro, será apenas o primeiro passo da VW do Brasil no projeto de renovar praticamente toda sua linha nos próximos três anos. De acordo com uma fonte ligada à marca, "até 2021 vem muita coisa nova". Na sequência do hatch já estão confirmados o sedã Virtus (projeção abaixo), uma picape médio-compacta (rival da Fiat Toro) e dois SUVs, o compacto T-Cross e o médio T-Roc. 

 

Volkswagen Virtus projeção

 

Com todas essas atrações, o plano da marca alemã é voltar à liderança do mercado brasileiro até 2020, segundo revelou o presidente David Powels em entrevista à agência Autodata. "Ser terceiro no Brasil não é lugar para a Volkswagen" disse o mandatário, que comentou ainda que já espera retomar a segunda colocação em 2018 com o Polo e o Virtus. 

A missão de Powels é reverter o quadro financeiro da filial brasileira, que trabalha no vermelho desde 2015. "A matriz quer que sejamos rentáveis, a liderança é consequência", explica. Nesta ano a VW deverá crescer no Brasil e na América Latina, chegando a 430 mil carros na região e 300 mil no país, mas ainda assim não será suficiente para fechar o ano no azul. "É impossível lucrar no mercado de hoje. Todo mundo perderá dinheiro neste ano", lamentou o chefão na entrevista.

 

Volkswagen Polo SUV rendering

 

Conforme adiantamos há algumas semanas, o Polo não será um modelo de vendas restritas como foi no passado. Para tanto, a nova geração do hatch terá quatro configurações, incluindo uma com motor 1.0 MPI de cerca de 90 cv (um pouco mais potente do que Gol, up! e Fox 1.0) e preço inicial na casa dos R$ 50 mil. "Teremos um carro forte para brigar entre as versões intermediárias e top de linha do Onix e do HB20", antecipa um informante. 

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Além disso, o Polo também terá versões com o motor 1.6 MSI e com o 1.0 TSI, a estrela da linha, pela primeira vez ligado a um câmbio automático - também terá versão manual. Pelo porte superior, o sedã Virtus deverá ter somente as opções de motor 1.6 MSI e 1.0 TSI.  

 

2018 VW T-Roc spy photo

 

Sobre os novos SUVs, a novidade é que um deles será provavelmente produzido na Argentina, para equilibrar a balança comercial com o Brasil. Nossa aposta vai para o T-Roc (flagra acima), derivado do Golf, pois o T-Cross (projeção amarela) terá muito do Polo e Virtus, então faria mais sentido fazê-lo por aqui. Segundo Powels, os novos produtos serão feitos na planta da Anchieta, em São Bernardo do Campo (Polo e Virtus), e em São José dos Pinhais, no Paraná, de onde deverão sair a picape e o T-Cross.

Assim, a VW terá uma linha completa de SUVs, segmento que mais cresce nos últimos anos. O T-Cross vai entrar na briga com Honda HR-V e cia, enquanto o T-Roc vai ocupar o lugar do atual Tiguan e o novo Tiguan Allspace será o SUV de topo da marca, no segmento do Hyundai Santa Fe.   

Fonte: Autodata

Imagens: Motor1.com e Indianautoblog

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