Lucro do primeiro semestre afastou necessidade de vender a fabricante de motos

Após reuniões, a maioria dos membros da diretoria do Grupo Volkswagen decidiu não apoiar uma possível venda da Ducati. Cogitava-se a venda da fabricante italiana de motos para equilibrar as finanças após o pagamento das multas e todos os gastos relacionados ao caso Dieselgate. Porém, com o bom resultado financeiro de 2016 e do primeiro semestre deste ano, os executivos acreditam que não há mais a necessidade de correr atrás de dinheiro.

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“Qualquer um que possa ler o resultado do 1º semestre da Volkswagen deve saber: nós não precisamos de dinheiro e nossas subsidiárias não estão à disposição dos caçadores de barganhas”, declarou um porta-voz da VW à agência de notícias Reuters. Além da Ducati, chegaram a procurar possíveis interessados em outras empresas do grupo, como a fabricante de transmissões Renk e até da MAN, sua divisão de caminhões.

De acordo com a Reuters, o processo estava bem avançado, com uma lista de cinco possíveis compradores, incluindo a família italiana Benetton. As ofertas iam de 1,3 bilhão a 1,5 bilhão de euros (cerca de R$ 4,77 bi - R$ 5,51 bi). Apesar do valor, os diretores acham que não há mais a necessidade financeira para aceitar essa oferta. O lucro do Grupo Volkswagen subiu 19% no 1º semestre de 2017 e chegou a 8,9 bilhões de euros. A empresa otimizou sua produção e o desenvolvimento de novos produtos, além de reduzir custos.

Fonte: Reuters
Fotos: divulgação

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