Protestos violentos e bloqueios forçam GM a suspender operação no Rio Grande do Sul. Falta combustível em muitas cidades

A situação caótica causada pela greve e protestos dos caminhoneiros forçou a General Motors a suspender as operações de sua fábrica em Gravataí (RS). A marca alega que não tem condições de transportar a produção e irá manter fabricação paralisada até que a situação seja normalizada. O complexo é responsável pela montagem do líder Onix e do sedã Prisma.

Os caminhoneiros estão protestando desde a semana passada contra o aumento do valor dos combustíveis, reflexo da elevação dos impostos de PIS e Cofins pelo governo federal. Além da greve, realizam protestos em ao menos cinco rodoviais federais gaúchas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ao menos 10 veículos foram apedrejados apenas no protesto realizado na segunda-feira (7) entre as 18h e meia-noite. 

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“Devido ao clima de insegurança causado pelas manifestações e paralisações promovidas pelos caminhoneiros, a General Motors Mercosul se vê obrigada a cancelar sua produção no Complexo Industrial de Gravataí a partir de amanhã, dia 08 de agosto. A produção será reestabelecida assim que existirem condições seguras de transporte de materiais do Porto do Rio Grande até a cidade de Gravataí”, afirma a marca em comunicado oficial.

Não é apenas a General Motors que está com problemas. Com o bloqueio das estradas, algumas regiões do Rio Grande do Sul estão ficando sem combustível. Os caminhoneiros tem travado a saída de distribuidoras, como a base da Petrobras em Ijuí. Postos em diversas cidades já relatam que suas bombas estão vazias e os que ainda tem combustível levam os consumidores a fazerem filas de até 100 metros.

Foto: Mario Villaescusa (Motor1.com Brasil)

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